MENU

SP: Metrô prevê economizar R$ 12 mi por ano com energia do Piauí

walmir-banner01
Shadow
Linha de metrô em São PauloReprodução/Metrô

O Metrô de São Paulo deve passar a economizar cerca de R$ 12 milhões por ano com custos em energia elétrica a partir de um contrato firmado para 15 anos, que deve começar a fornecer em 2027. As novidades foram anunciadas na 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.

No evento, promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), na última quinta-feira (03) em São Paulo, foi detalhada a escolha do modelo e o estágio da implantação do contrato, além de reforçar a economia esperada com a mudança.

O acordo prevê o uso de energia gerada no Complexo Lagoa do Barro, no Piauí, para atender parte da operação das linhas 1- Azul, 2 – Verde, 3 – Vermelha e 15 – PrataEle havia sido anunciado no início de 2025 entre as empresas produtoras CGN Brasil e a Pontoon Energia.

Modelos 

Inicialmente, a companhia avaliou dois modelos para a autoprodução de energia elétrica. Um deles consistia em participação acionária na empresa geradora, o que implicava em assumir os riscos associados à engenharia e à operação. Porém, o escolhido foi o segundo, que propunha arrendar a operação da planta, enquanto um parceiro especializado ficaria encarregado de sua operação e manutenção.

A seleção foi precedida por uma chamada pública que atraiu 30 empresas, mas somente nove tiveram suas propostas qualificadas, principalmente devido ao valor, qualidade da documentação técnica e estágio consolidado de licenciamento do projeto junto aos órgãos competentes.

A partir de 2027, o fornecimento de energia elétrica para o Metrô de SP deve começar uma transição gradual de 10 megawatt (MW) médios, buscando alcançar os 20 MW médios em 2029. De acordo com a companhia, o consumo médio das quatro linhas e 63 estações é de aproximadamente 50 MW.

Mantido nível semelhante, os 10 MW iniciais corresponderiam a aproximadamente 20% dessa demanda, enquanto os 20 MW previstos posteriormente equivaleriam a cerca de 40%, dobrando o volume fornecido por meio do contrato. Porém, esse consumo deve crescer devido à expansão da rede de trens.

Megawatt ou MW é uma unidade de medida de potência elétrica que equivale a um milhão de watts (W) ou a mil quilowatts (kW). Em um único instante, 1 MW consegue manter ligadas simultaneamente entre 500 e 1.000 casas.

O Relatório Integrado de 2025 do Metrô confirma o cronograma de 10 MW médios em 2027 e 20 MW em 2029. O documento informa ainda que a parceria recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no ano passado.

Energia

Durante o evento, o Metrô informou que a planta solar destinada ao projeto foi construída pela CGN no complexo de Lagoa do Barro, um grande empreendimento de geração de energia renovável localizado no município de Lagoa do Barro do Piauí, no sudeste do estado do Piauí, que já está na fase final de testes.

A instalação tem capacidade de 50 MW e energia assegurada de 20 MW, segundo os dados apresentados no evento. Como arranjo, a energia gerada no Piauí é contabilizada para o consumo do Metrô em São Paulo por meio do Sistema Interligado Nacional e das regras do Mercado Livre de Energia, sem ligação física direta entre os dois locais.

O total financeiro anual previsto, de R$ 12 milhões, leva em conta não somente o custo pago pela energia, mas também os benefícios de isenção de encargos do setor elétrico e mitigação de riscos ligados a crises hídricas ou sazonalidades do mercado regulado ao se enquadrar na modalidade de autoprodução.

Se confirmada a economia em energia elétrica em R$ 12 milhões por ano, o contrato representa um valor de R$ 180 milhões a menos em gastos para o Metrô de São Paulo.

PUBLICIDADE