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PF aponta que Mendonça tratou ministros de forma desigual

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Ministro André MendonçaRosinei Coutinho/SCO/STF

A Polícia Federal (PF) apontou, em relatório de inteligência, que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotou posturas diferentes diante de indícios envolvendo colegas no caso Banco Master. Segundo o documento, ele teria sido mais brando com Dias Toffoli e Nunes Marques e buscado avançar em apurações sobre Alexandre de Moraes.

As informações foram divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (03). O relatório afirma que Mendonça direcionou a investigação “única e exclusivamente” contra Moraes e pediu mais de uma vez que investigadores apresentassem elementos que permitissem abrir uma apuração formal contra o ministro.

Em relação a Nunes Marques, a PF descreveu a postura de Mendonça como “abertamente defensiva”. Sobre Toffoli, os investigadores apontaram “contemporização”, mesmo diante de elementos que já haviam sido encaminhados ao Supremo.

O relatório foi produzido após Mendonça retirar o sigilo de informações que revelaram mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Os registros encontrados no celular do ex-controlador do Banco Master mostram pedidos de ajuda feitos ao ministro antes da prisão do banqueiro.

A PF afirma que as diferenças de tratamento foram identificadas ao comparar a atuação de Mendonça diante das informações relacionadas aos três ministros. O documento foi encomendado por Moraes dentro do inquérito das fake news.

Fachin cobra respostas em cinco dias

Ministro Edson FachinNelson Jr./SCO/STF

A disputa dentro do Supremo aumentou nesta quinta-feira. Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que Mendonça seja investigado por suspeitas que incluem abuso de autoridade e quebra de imparcialidade.

Fachin deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem informações por escrito. Antes da nova crise, Fachin já havia assumido a análise sobre a possibilidade de levar o caso envolvendo Moraes ao plenário do STF.

O prazo aberto por Fachin não significa que haja investigação contra Mendonça ou Moraes. As informações apresentadas pelos envolvidos serão analisadas antes da definição dos próximos passos no Supremo.

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