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Lula comenta pela primeira vez atual crise no Supremo

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Lula cobra investigação no caso Master e reforma no JudiciárioReprodução/X

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu nesta quinta-feira (03) que todos os envolvidos no caso Banco Master sejam investigados e afirmou que o sistema político e o Judiciário precisam de “reformas profundas”. A declaração foi divulgada em vídeo nas redes sociais.

Lula também cobrou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, por uma resposta que preserve a confiança nas investigações. O presidente não apresentou medidas, prazos ou uma proposta de reforma.

O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios.

O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado.

Há suspeita de… pic.twitter.com/hKS5Q5HJks

— Lula (@LulaOficial) September 3, 2026

Lula também chamou o escândalo do Banco Master de “maior roubo da história do Brasil” e disse haver suspeitas sobre políticos e agentes públicos.

A manifestação ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. O iG mostrou na terça-feira (01) o teor das mensagens e os pedidos feitos por Vorcaro antes de sua prisão.

Nesta quinta, a disputa dentro do Supremo avançou. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra André Mendonça. Fachin determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem informações em cinco dias.

  • LEIA MAIS: Moraes enquadra Mendonça no inquérito das fake news

Horas antes da fala de Lula, o presidente do PT, Edinho Silva, havia defendido um código de ética para ministros do STF e afirmado que a candidatura do petista apoia mudanças no Judiciário. Lula, no pronunciamento desta quinta, não detalhou quais alterações pretende defender.

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