A Lua está quase toda encoberta pela sombra da Terra na madrugada desta sexta-feira (28), durante um eclipse lunar parcial que pode ser observado de todo o Brasil. O fenômeno atingiu o auge às 1h13, quando 96,2% do disco lunar ficou obscurecido.
A pequena parte da Lua que permanece iluminada faz com que o evento não seja classificado como um eclipse total. Mesmo assim, o fenômeno chama atenção pela aparência do satélite, que ganhou tons alaranjados ou avermelhados.
Veja abaixo imagens do eclipse registradas pelo iG:
Durante o eclipse, a Terra fica entre o Sol e a Lua. A luz solar deixa de atingir diretamente o satélite, mas parte dela atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à superffície lunar.
Nesse percurso, a atmosfera espalha mais a luz azul e deixa passar com maior facilidade os tons avermelhados. É esse efeito que pode dar à Lua a aparência conhecida popularmente como “Lua de Sangue”.
Por que a Lua fica vermelha?
Durante o eclipse, a Terra fica entre o Sol e a Lua. A luz solar deixa de atingir diretamente a superfície lunar, mas parte da radiação atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar ao satélite.
Nesse caminho, a atmosfera espalha principalmente a luz azul e deixa passar com mais facilidade os tons avermelhados. É por isso que a Lua pode ganhar uma aparência alaranjada ou avermelhada durante o eclipse.
Daí vem o apelido popular de “Lua de Sangue”. O nome, porém, não representa uma classificação científica do fenômeno.
Por que quase toda a Lua escurece?
A resposta está em um alinhamento que não acontece em toda Lua cheia.
A Lua precisa atravessar a sombra projetada pela Terra. Como sua órbita é inclinada cerca de 5 graus em relação ao plano da órbita terrestre ao redor do Sol, o satélite normalmente passa acima ou abaixo dessa sombra.
Quando os três astros ficam suficientemente alinhados, a Lua entra na umbra e ocorre o eclipse.
Neste caso, ela atravessará profundamente essa região. Por isso, mesmo sendo parcial, o evento terá aparência próxima à de um eclipse total. O Observatório Nacional estima que 96,2% do disco lunar ficará obscurecido.
Dá para ver sem equipamento?
Sim. O eclipse lunar pode ser observado diretamente, sem óculos especiais ou filtros. Diferentemente de um eclipse solar, olhar para a Lua durante o fenômeno não oferece risco aos olhos.
O ideal é procurar um ponto com céu aberto e pouca iluminação artificial. Binóculos ou telescópios podem ajudar a enxergar detalhes, mas não são necessários para acompanhar a mudança no brilho da Lua.
E há uma curiosidade: como a Lua cheia normalmente é um dos objetos mais brilhantes do céu, sua redução de luminosidade durante o eclipse pode fazer com que mais estrelas fiquem perceptíveis a olho nu.
Eclipse será visto de todo o Brasil
O fenômeno pode ser acompanhado de todo o território brasileiro, desde que a Lua esteja acima do horizonte e as condições meteorológicas permitam.
Esta é uma das características que tornam o evento especialmente interessante para os observadores brasileiros: ao contrário do eclipse solar ocorrido no início de agosto, que não pôde ser visto do país, todas as fases do eclipse lunar desta madrugada serão visíveis no Brasil.
O Observatório Nacional também transmite o fenômeno pela internet, permitindo acompanhar o eclipse mesmo em regiões onde nuvens ou chuva atrapalhem a observação.
Quando será o próximo?
Quem perder o fenômeno desta madrugada terá poucas oportunidades de ver algo parecido nos próximos anos.
Em 2027, os eclipses lunares previstos serão do tipo penumbral, mais discretos. Em janeiro de 2028 haverá outro eclipse parcial, mas somente 2,4% da Lua ficará obscurecido no Brasil.
Um eclipse lunar total visível de todo o país está previsto apenas para a noite de 25 para 26 de junho de 2029.
























