O Brasil ocupa posição de destaque na bubalinocultura das Américas e reúne o maior rebanho de búfalos do continente. A atividade tem forte presença na Região Norte, especialmente no Pará, mas também se desenvolve em outras partes do país, com diferentes sistemas de criação e aproveitamento dos animais.
De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país contabilizou 1.796.788 búfalos. Embora o número represente uma pequena redução em relação a 2024, quando o efetivo chegou a 1.805.388 cabeças, o Brasil mantém um plantel expressivo.
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A Embrapa já identificou o país como detentor do maior rebanho bubalino do Ocidente. Essa posição também reforça a importância da criação brasileira no cenário pecuário internacional.
Pará concentra a maior parte do rebanho
A distribuição dos animais pelo território nacional revela a importância da Região Norte para a atividade. Em 2025, o Pará liderou o ranking estadual, com 736.437 búfalos, seguido pelo Amapá, que registrou 346.321 cabeças.
Na sequência aparecem Amazonas, com 173.818 animais, São Paulo, com 112.615, e Maranhão, com 96.950. Minas Gerais também apresenta participação relevante, com 94.253 cabeças.
Somados, Pará e Amapá concentram mais de 1 milhão de animais. Dessa forma, os dois estados respondem por aproximadamente 60% do rebanho bubalino brasileiro.
Essa concentração está relacionada às características ambientais de parte da Amazônia, onde os búfalos encontram condições favoráveis de adaptação. Além disso, a criação possui forte tradição em áreas como o Arquipélago do Marajó, no Pará.
Criação atende à produção de carne e leite
A bubalinocultura apresenta diferentes possibilidades de exploração econômica. Os animais fornecem carne e leite e, em determinadas propriedades, também contribuem com atividades de trabalho no campo.
Na produção leiteira, o leite de búfala se destaca pela composição e pelo rendimento na fabricação de derivados. Seu maior teor de sólidos, especialmente gordura e proteínas, favorece a produção de queijos e outros produtos lácteos.
Entre os derivados mais conhecidos estão a muçarela de búfala, os queijos frescos, a manteiga e o iogurte. Assim, a atividade também abastece segmentos especializados do mercado de alimentos.
Além disso, o aproveitamento da carne amplia as possibilidades comerciais da criação. Com isso, os produtores podem trabalhar com diferentes finalidades, de acordo com as características do rebanho, a estrutura da propriedade e a demanda regional.
Raças apresentam diferentes aptidões
O Brasil trabalha principalmente com quatro raças de búfalos: Murrah, Mediterrânea, Jafarabadi e Carabao. Cada uma apresenta características próprias, que influenciam sua utilização nos sistemas produtivos.
A Murrah se destaca pela aptidão leiteira. Já a Mediterrânea apresenta dupla finalidade, com utilização na produção de carne e leite. A Jafarabadi também possui aptidão para ambas as atividades, enquanto a Carabao apresenta características de adaptação a ambientes alagados.
Por isso, a escolha dos animais depende dos objetivos do criador e das condições disponíveis na propriedade. O melhoramento genético e o acompanhamento zootécnico também contribuem para aprimorar os resultados da criação.
Atividade mantém espaço para expansão
A presença de um rebanho expressivo coloca o Brasil em posição relevante na criação de búfalos no continente americano. Entretanto, o desenvolvimento da atividade também depende de investimentos em genética, alimentação, manejo sanitário e estrutura de produção.
Nesse contexto, a organização da cadeia produtiva e o acesso aos mercados representam fatores importantes para ampliar as oportunidades dos criadores.
Além da produção de alimentos, a bubalinocultura brasileira reúne características que favorecem sua presença em diferentes regiões. Dessa maneira, a atividade mantém espaço na diversificação da pecuária nacional e no desenvolvimento de produtos de maior valor agregado.
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