A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) trabalha na elaboração de um protocolo unificado de bem-estar animal em eventos equestres. A iniciativa busca estabelecer critérios comuns para diferentes modalidades, considerando as particularidades de cada atividade e as condições de realização das competições.
A proposta foi discutida durante reunião da Comissão Nacional de Equideocultura da CNA, realizada em 23 de outubro, em Brasília. Na ocasião, a assessora técnica Kalinka Lessa Koza apresentou os principais pontos da minuta e o histórico das discussões sobre o documento.
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Protocolo abrange diferentes modalidades equestres
A minuta contempla rodeios, provas e exposições de julgamento de andamento. Além disso, considera tanto os eventos que já possuem normas próprias quanto aqueles que ainda não contam com diretrizes específicas.
Dessa forma, a CNA pretende construir uma referência comum para orientar o setor. A proposta também busca estabelecer critérios que favoreçam o bem-estar dos animais sem desconsiderar as diferenças entre as modalidades e a capacidade de organização de cada evento.
A discussão envolve um desafio importante: conciliar orientações de proteção animal com condições viáveis de aplicação. Afinal, as competições apresentam características distintas, e os procedimentos adotados em uma modalidade nem sempre se aplicam da mesma maneira a outra.
Discussões envolvem diferentes entidades do setor
A construção do protocolo já vinha sendo debatida no âmbito da Câmara Setorial de Equideocultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em setembro, durante a Expointer, representantes do setor defenderam a elaboração conjunta do documento, com participação de associações, entidades e integrantes da cadeia produtiva.
Na ocasião, a proposta também destacou a importância de facilitar a adequação de competições de diferentes portes, incluindo eventos menores. Assim, a construção de critérios comuns pretende ampliar a orientação sobre bem-estar animal e oferecer uma referência para o setor.
Esse processo reforça a necessidade de considerar as particularidades das associações, das raças e das modalidades esportivas. Ao mesmo tempo, a participação de diferentes representantes pode contribuir para aproximar as diretrizes das condições encontradas na prática.
CNA recebe contribuições para aprimorar a proposta
A CNA solicitou sugestões e considerações para aperfeiçoar a minuta até 6 de novembro de 2026. A participação dos envolvidos deve ajudar a identificar ajustes necessários antes do avanço das discussões.
No entanto, o documento ainda está em elaboração. Portanto, a proposta não representa uma regulamentação definitiva, e seus critérios não devem ser tratados como exigências já aprovadas.
A expectativa é que a construção conjunta resulte em um documento de referência capaz de orientar as diferentes modalidades e contribuir para o fortalecimento da equideocultura brasileira. Os próximos passos dependerão do andamento das discussões e da consolidação das contribuições recebidas.
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