MENU

Uruguai restringe entrada de produtos avícolas brasileiros

walmir-banner01
Shadow

O Uruguai suspendeu temporariamente a importação de produtos avícolas do Brasil após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina. A medida busca proteger a situação sanitária uruguaia e preservar a produção avícola do país.

A decisão consta da Resolução DGSG nº 244/2026, publicada em 22 de outubro pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai (MGAP). A norma também suspende o trânsito de aves suscetíveis à doença e de seus produtos e subprodutos pelo território uruguaio, independentemente do destino final.

  • Doença de Newcastle tem novo foco em Santa Catarina
  • Mapa atualiza ações contra doença de Newcastle em Santa Catarina

No caso dos produtos e subprodutos, a restrição abrange aqueles fabricados após 6 de setembro de 2026. Entretanto, a resolução prevê exceções para mercadorias que atendam a requisitos sanitários específicos.

Restrições e exceções sanitárias

A resolução permite a entrada de determinadas mercadorias provenientes de países, zonas ou compartimentos reconhecidos como livres da doença de Newcastle, desde que cumpram as exigências sanitárias internacionais.

Além disso, o Uruguai autoriza a importação de produtos cárneos de aves e ovoprodutos submetidos a tratamentos capazes de inativar o vírus. Para isso, os exportadores precisam comprovar o cumprimento dos procedimentos exigidos por meio de certificação veterinária internacional.

A norma também prevê condições específicas para produtos derivados de aves destinados à alimentação animal ou a usos agrícolas e industriais, além de penas, plumas e farinhas de origem avícola. Os produtos devem passar pelos tratamentos previstos na regulamentação sanitária, com medidas para evitar uma possível recontaminação.

Novos focos em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, em 18 de outubro, um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento comercial de criação de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste catarinense.

Posteriormente, em 25 de outubro, o ministério confirmou outro foco em um estabelecimento avícola de Coronel Freitas, também em Santa Catarina. O novo caso surgiu dentro da área de restrição sanitária já estabelecida pelas autoridades.

Diante das ocorrências, o serviço veterinário oficial intensificou a vigilância epidemiológica, a investigação dos casos e o monitoramento das propriedades próximas. As equipes também adotaram medidas de contenção para impedir a disseminação da doença.

Reflexos no comércio internacional

A decisão uruguaia amplia a atenção sobre os efeitos sanitários no comércio de produtos avícolas brasileiros. As condições de acesso aos mercados variam conforme os protocolos estabelecidos entre o Brasil e cada parceiro comercial.

Na atualização divulgada em 27 de outubro, o Mapa informou restrições nacionais impostas pela Malásia e pelo México. Também registrou limitações relacionadas a Santa Catarina por parte da Arábia Saudita, da China e do Chile.

O Uruguai não aparece nessa lista específica do ministério. Por isso, sua medida deve ser considerada separadamente, com base na resolução publicada pelas autoridades uruguaias.

Enquanto isso, o Mapa mantém contato com os parceiros comerciais para fornecer informações técnicas sobre os focos e as medidas de controle adotadas no Brasil.

Consumo de carne de aves

Apesar das restrições comerciais, o Mapa reforça que o consumo de carne de aves e de outros produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

A doença de Newcastle exige medidas de controle sanitário e vigilância para proteger os plantéis e a produção. No entanto, a confirmação dos focos não significa que os produtos inspecionados estejam impróprios para consumo.

The post Uruguai restringe entrada de produtos avícolas brasileiros appeared first on Agro em Campo.

PUBLICIDADE