Os candidatos ao governo do Distrito Federal apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral para poderem concorrer às eleições de 2026, como manda a legislação brasileira. Entre as propostas, sugeriram medidas para a Segurança Pública.
O iG analisou os planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no DivulgaCandContas, portal de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira abaixo as principais prioridades que cada um elencou para a área.
José Roberto Arruda (PSD)
- Implementação do “Governo Inteligente” que com o uso contínuo de Inteligência Artificial (IA), vai fortalecer ações de prevenção, inteligência e a atuação integrada das forças de segurança.
- Utilização de alertas georreferenciais e monitoramento em tempo real para detectar violações das medidas protetivas de proteção às mulheres, permitindo o envio rápido e automático de policiais.
- Abordagem integrada das políticas de segurança, com uso do esporte, desenvolvimento humano e da educação como meios continuados para prevenção do crime e fortalecimento da ordem pública.
- Emprego de metas operacionais com foco em efeitos práticos, com o intuito de reduzir o custo social e econômico da violência no DF.
- Reforço no monitoramento e na segurança nos espaços urbanos e transporte público.
Celina Leão (PP)
- Ampliação do programa “Viva Flor” a fim de garantir a proteção total de vítimas de violência doméstica, preservando-as e também seus filhos e dependentes.
- Consolidação da política permanente e integrada de proteção, com a atuação conjunta das ações de segurança, saúde e assistência social no acompanhamento de medidas cautelares às vítimas de violência doméstica.
- Restruturação das carreiras militares e articulação com o governo federal para igualdade salarial da Polícia Civil do DF (PC-DF) com a Polícia Federal (PF), junto a melhorias na Polícia Militar (PM-DF)e Corpo de Bombeiros Militar (CBM-DF).
- Uso massivo da tecnologia e IA para monitorar o crime na capital federal e combater por meio de investigação financeira e recuperação de bens. Expansão do programa DF 360.
- Aumento da presença territorial da polícia em áreas urbanas, comerciais e rurais, com a criação de novas unidades e delegacias em Regiões Administrativas (RA) negligenciadas.
- Fortalecimento da Polícia Penal (PP) e inserção de tecnologias para afastar lideranças criminosas dentro dos presídios. Meta em inserir 100% dos presos em unidades do DF em trabalhos internos.
- Combate contínuo ao tráfico de drogas, crimes na internet e grilagem de terras, aliado a modernização dos institutos de perícia.
- Leandro Grass (PT)
- Implementação de sistema direcionado para a gestão integrada de casos de alto risco, com a divisão dinâmica das informações entre os órgãos públicos a fim de promover a adequadosde ações.
- Foco na prevenção primária do crime, unindo a atuação das forças políticas de cuidado às de segurança, ampliando a infraestrutura de segurança urbana para garantir serviços sociais apropriados.
- Organização de modelo para acompanhamento contínuo à vítimas em situação de vulnerabilidade. O foco é evitar que o caso se repita e assim, assegure e acolha de forma segura.
Paula Belmonte (PSDB)
- Restruturação imediata e reconhecimento das forças policiais e do Corpo de Bombeiros por meio da realização de forma célere de novos concursos públicos.
- Criação e implementação do Centro Integrado de Segurança Metropolitana, através de parceria com o governo federal e os estados de Goiás e Minas Gerais para combater rigorosamente a atuação das organizações criminosas nas divisas com o DF.
- Aumento da rede de proteção e de suporte à mulher, organizando casas-abrigo que funcionem 24 horas por dia e expandir as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).
- Melhoria nos investimentos para investigação e perícia especializadas, com objetivo em elevar os índices de resolução de crimes e garantir a rápida responsabilização dos infratores.
Kiko Caputo (Novo)
- Modernização ampla da infraestrutura do sistema penitenciário do DF de forma a disciplinar e ressocializar os internos, tendo como meta primordial em colocar 100% da população prisional em trabalho produtivo.
- Avanço e atualização dos institutos de perícia criminal, por meio da digitalização total dos laudos. Implementação de bancos para extrair dados e de tecnologia genética pericial avançada.
- Concentração no enfrentamento do crime organizado através de investigação financeira e de inteligência, com foco em desmantelar as facções através da asfixia financeira.
Ricardo Cappelli (PSB)
- Tolerância zero no enfrentamento ao crime organizado e a homicídios, roubos e tráfico de drogas, além de coibir crimes digitais fazendo uso de estratégias de inteligência e investigação.
- Proteção a pessoas vulneráveis com prioridade no combate à violência contra as mulheres, idosos e crianças por meio de ações integradas de segurança, saúde e assistência.
- Bloqueio na atuação de facções dentro das unidades prisionais do DF. Incremento na perícia criminal e em programas para ressocialização a fim de coibir a reincidência.
- Valorização das forças de segurança com o aumento do efetivo através de concursos públicos, modernização das viaturas e equipamentos, e suporte à saúde dos agentes.
- Aumento da rede de videomonitoramento e da iluminação pública urbana. Elevar o quantitativo de crimes elucidados, reduzir o tempo de resposta e divulgar continuadamente os índices semestrais de criminalidade.
Professora Samara Mineiro (UP)
- Propõe dar fim à PM e no lugar, criar uma polícia única que atue de forma civil e preventivamente sob controle popular e comunitário.
- Priorização por investigações financeiras e científicas contra as grandes organizações criminosas e de lavagem de dinheiro ante o policiamente repressivo de massa.
- Aumento das políticas públicas e redes de colaboração especializadas no combate ao racismo institucional, feminicídio e violência policial.
- Reforma do sistema carcerário priorizando ações de humanização, a fim de conter a superlotação e incentivar penas alternativas com programas de reintegração na sociedade.
Elisson Ferreira (AGIR)
- Gerenciamento direto das políticas de segurança pelo vice Subtenente da Polícia Militar Sérgio Prado, com metas e prazos pré-definidos de 100 dias, 1 ano e 4 anos.
- Aumento do programa “DF Inteligente“, com a expansão do videomonitoramento adicionado a mecanismo de reconhecimento de placas em hospitais, escolas, terminais de transporte público e centros comerciais.
- Ampliação e recomposição dos batalhões e delegacias, além de uma ostensiva iluminação pública nas áreas de maior risco de crime.
- Implementação de programas educacionais e comunitários para previnir à violência, com foco nos jovens das periferias do DF.
Expedito Mendonça (PCO)
- Fim da PM e de forças de segurança que atuem de forma repressiva.
- Criação de comitês para autoproteção popular e de segurança que serão gerenciados pelos próprios trabalhadores.
- Encerrar a “guerra às drogas” e da criminalização de frentes sociais, das periferias e pessoas vulneráveis.
- Desmilitarização geral e defesa de que cada trabalhador se defenda.
Professor Robson (PSTU)
- Desmilitarização dos mecanismos de segurança e fim da PM. Unificação das polícias sob fiscalização civil.
- Comandantes de polícia serão eleitos diretamente pela população e trabalhadores da segurança pública, a fim de garantir o direito de greve e sindicalização dos agentes.
- Nova política sobre drogas, legalizando, descriminalizando e regulamentando, sob a fiscalização da saúde pública. Além disso, acabar com a política de confronto ostensivo nas periferias.
- Dar fim ao encarceramento em massa de jovens negros e pobres, com revisão de penas em crimes sem emprego de violência.
Rico Pinheiro (PRTB)
- Modernização e fortalecimento de ações de inteligência policial com uso contínuo de câmeras e tecnologia de análise de dados.
- Integração e ação conjunta das forças de segurança – PMDF, PCDF, CBMDF e agentes de trânsito.
- Valorização dos efetivos por meio de concursos públicos e investimento nos equipamentos para os agentes e infraestrutura.
- Intensificação do policiamento ostensivo e presença de policiais em áreas comerciais, vulneráveis e no transporte público.









