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Feminicídio: tenente preso teria assediado outra PM por 8 meses

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Geraldo Leite Rosa NetoReprodução/Arquivo Investigação Criminal

O tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de ter cometido o feminicídio da sua própria esposa, foi denunciado por assédio sexual de uma outra agente da Polícia Militar. Prints de conversas entre os dois têm circulado nas redes sociais e compartilham alguns comportamentos do tenente.

Quando a troca de conversas teve início, Geraldo Neto já era casado com a sargento Gisele Alves. O primeiro contato aconteceu no dia 26 de junho de 2025 e durou até 4 de março de 2026. Ou seja, as mensagens continuaram mesmo após a morte de Gisele, segundo a CNN.

Rariane Generoso é soldado da PM e tem 32 anos de idade. As denuncias de assédio sexual e moral foram feitas e levadas à Corregedoria da Polícia Militar.

As investidas do tenente-coronel não se limitaram às conversas de WhatsApp, Geraldo Neto chegou a ir até o prédio da soldado, levando um buquê de flores.

Teor das mensagens

Em uma delas, enviada no dia 11 de setembro de 2025, o acusado de feminicídio chegou a pedir à agente da PM em namoro: “Quer namorar comigo?”.

Em outro contato, o tenente-coronel propõem que os dois tenham um filho: “Sabe quando isso vai acabar? Quando a gente se casar e ter um filho bem lindo e saudável abençoado por Deus.”

Em outra oportunidade Geraldo Neto diz: “Gosto muito de você e continuo a falar com Deus sobre você em minhas orações.”

Repostas de Rariane

A soldado de 32 anos sempre negou as investidas do policial: “Não vamos ter nada.”; “Vamos manter o profissionalismo, por favor.”; “Olha, eu só peço para que me deixe em paz.”

Relembre o caso Gisele

Geraldo Neto e Gisele Alves eram casados há dois anosReprodução/Instagram

Geraldo Leite Rosa Neto está preso desde março por suspeita de ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, no apartamento do casal, localizado na região central de São Paulo.

A princípio, o caso era tratado como suicídio, porém tudo mudou após laudos indicarem marcas no corpo da vítima, o que não havia sido constatado no relato do oficial.

Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do acusado. Além disso, as investigações apontam indícios de feminicídio e tentativa de alterar a cena do crime.

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