Jodie Daunis, operadora de atendimento das balsas CityCat, perdeu o emprego, em Brisbane, na Austrália, após registrar 114 dias de licença médica em 12 meses devido à trombose venosa profunda (DVT) que comprometeu sua capacidade de trabalhar.
Os problemas de saúde de Daunis começaram em abril de 2024, quando ela passou a sofrer com coágulos sanguíneos recorrentes, inflamação e dores persistentes. A cirurgia recomendada pelos médicos foi adiada devido à lista de espera em hospital público, já que seu seguro de saúde negou cobertura.
Os CityCat ferries são barcos utilizados como transporte público no Rio Brisbane, permitindo que passageiros se desloquem entre diferentes pontos da cidade.
Ao retornar ao trabalho, Daunis conseguiu cumprir apenas duas escalas antes de precisar se afastar novamente. Um exame médico independente, realizado em junho, gerou interpretações diferentes: Daunis e o Maritime Union of Australia afirmaram que poderia retornar ao trabalho após a cirurgia, enquanto a empresa entendeu que ela não conseguiria cumprir as funções essenciais do cargo.
A Fair Work Commission concluiu que não era possível ajustar o horário ou a função da funcionária sem prejudicar o restante da equipe, e confirmou a demissão de Daunis. “Não aceito que o exame médico independente comprovasse que a Sra. Daunis poderia desempenhar integralmente as funções do cargo em breve. As evidências não sustentam essa conclusão”, declarou o comissário Chris Simpson.
Em resposta, a ex-operadora dos ferries CityCat, comentou sobre a decisão. “Passei por meses de dor e tratamento médico, e acreditava que poderia voltar ao trabalho após a cirurgia. Senti que não tive a chance de continuar na minha função de forma segura”, afirmou Daunis.
*Estagiária sob supervisão













