MENU

“A operação continua”, diz secretário sobre ação policial no RJ

aniversario cidade
Shadow
Megaoperação no Rio mobilizou forças policiais em grandes comunidadesReprodução/PMERJ

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, afirmou nesta segunda-feira (10) que “não vai haver território no Rio de Janeiro onde as forças policiais não vão poder deixar de entrar”. As informações são do Roda Viva.

A declaração ocorreu ao responder ao jornalista Marcelo Godoy, do Estado de S. Paulo, que questionou o fato de muitas armas usadas na operação de 28 de outubro terem permanecido com criminosos. Santos rebateu a crítica, dizendo que os bandidos estão sendo monitorados e que a ação continua.

Não acho que seja falha. A operação continua. A operação é uma operação permanente do estado do Rio de Janeiro. Esses criminosos estão sendo monitorados. Isso não vai parar. Não vai haver território no Rio de Janeiro onde as forças policiais não vão poder deixar de entrar. É uma promessa”, disse o secretário.

Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos SantosReprodução/TV Cultura

Operação

A megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada pelas forças de segurança do estado no dia 28 de outubro, resultou na morte de 121 pessoas, entre elas quatro policiais.

Segundo o secretário, o planejamento da ação durou dois meses e previa a retirada dos corpos apenas na manhã seguinte ao confronto, nos complexos da Penha e do Alemão.

O planejamento da ação foi feito por 60 dias. Existem situações que acontecem no terreno que mudam o planejamento, mas a maioria do que aconteceu estava previsível”, explicou. “O planejamento era voltar no dia seguinte, amanhecendo, e conseguir identificar os corpos. À noite, não é razoável pedir para um policial ligar uma lanterna para procurar um criminoso baleado, ou ele vai ser alvo de tiro”, completou o secretário.

Durante o programa, Victor dos Santos classificou a operação como um marco na repressão à facção. “Eu continuo afirmando que a operação foi um sucesso. Foi o maior baque que o Comando Vermelho sofreu em um único dia, com repercussão nacional.” O secretário acrescentou que 42% dos criminosos identificados pertenciam ao núcleo duro das facções e eram desconhecidos da Justiça.

  • LEIA TAMBÉM: Polícia Federal demonstra preocupação com Lei Antifacção

Discussão sobre lei antiterror

O secretário também comentou os projetos de lei em debate no Congresso Nacional que tratam da equiparação de crimes de facções e milícias ao terrorismo. Ele declarou ser favorável a um endurecimento das punições, mas sem equiparar diretamente as organizações criminosas a grupos terroristas.

Sou a favor de alongar um pouco mais sobre o tipo penal previsto na lei antiterror. O que as facções fazem dentro da comunidade são atrocidades. Não é transformar o Comando Vermelho em uma organização terrorista, são coisas distintas”, afirmou.

PUBLICIDADE

Instale nosso App Instale nosso App
Instale nosso App