Um tornado atingiu o município de Pedro Osório, interior do Sul do Rio Grande do Sul, na tarde desta quinta-feira (6). O fenômeno climático foi confirmado pela Defesa Civil estadual.
É o segundo registro de tornado no estado em pouco mais de uma semana. O mesmo fenômeno atingiu a região Noroeste no dia 28 de julho e causou muitos estragos nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho.
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Imagens do tornado desta quinta, com registros do momento da passagem, foram registradas por moradores e circulam nas redes sociais.
O tornado foi registrado na localidade conhecida como Matarazzo, interior de Pedro Osório. Contudo a força dos ventos causou estragos também na área urbana. A Prefeitura fala em queda de árvores, postes e fios soltos, mas ainda não informou sobre feridos ou desabrigados.
O estado gaúcho é afetado por uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical no oceano. Também foram registros queda de granizo e vendaval em várias cidades desde a manhã.
As rajadas de vento chegaram a 92,5 km/h em Alegrete, 87,3 km/h em Jaguarão e 80,5 km/h em Quaraí, nas últimas seis horas.
Quaraí acumulou 40,2 mm de chuva em seis horas, seguida de Ijuí, que registrou 27,6 mm, e Porto Vera Cruz, 21,3 mm no mesmo período.
O que causou o fenômeno
De acordo com a Metsul, o tornado ocorreu em um ambiente atmosférico que já vinha sendo apontado como favorável à formação isolada deste tipo de fenômeno.
Desde antes da chegada da linha de instabilidade, a empresa alertava que, embora o principal risco fosse de vendavais severos e destrutivos, não era possível descartar a ocorrência de tornados em pontos isolados do estado.
Conforme havia sido previsto, uma intensa corrente de jato em baixos níveis transportou ar muito quente e úmido do Norte da Argentina, Paraguai e Centro-Oeste do Brasil para o Rio Grande do Sul, aumentando a energia disponível para o desenvolvimento de tempestades severas.
Ao mesmo tempo, uma linha de instabilidade que precede frente fria avançava rapidamente sobre o Sul do estado associada à formação e ao aprofundamento de um ciclone extratropical no Uruguai, aponta a Metsul.
O encontro do ar quente e úmido com o ar mais frio favoreceu o rápido crescimento das nuvens de tempestade e a formação de uma extensa linha de instabilidade que cruza o território gaúcho com chuva intensa e rajadas muito fortes de vento.
O fator mais importante para o risco de tornados, entretanto, era o intenso cisalhamento do vento. A mudança acentuada da velocidade e da direção dos ventos entre a superfície e os níveis mais elevados da atmosfera criava um ambiente propício para que as correntes ascendentes das tempestades passassem a girar.
Segundo a Defsa Civil do Rio Grande do Sul, há risco de formação de tornados em outras cidades das regiões Sudoeste e Sul do estado, como Uruguaiana, Alegrete, Bagé, Pelotas e Rio Grande.








