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Trump sugere mudar nome do Estreito de Ormuz em sua homenagem

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Donald Trump, presidente dos Estados UnidosDivulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu renomear o Estreito de Ormuz em sua própria homenagem. A proposta seria chamar a passagem marítima de “Estreito de Trump”.

A justificativa apresentada pelo republicano é que a hidrovia estaria sob controle dos Estados Unidos.

A publicação foi feita na quarta-feira (2), menos de 24 horas depois de os Estados Unidos serem acusados de atacar alvos no Irã. Segundo autoridades iranianas, a ação deixou ao menos quatro mortos, incluindo duas crianças, e cerca de 50 feridos durante um casamento na cidade de Sirik, no sul do país. Teerã prometeu retaliação, enquanto os Estados Unidos negaram responsabilidade pelo ataque.

Trump já havia falado sobre o estreito

Esta não foi a primeira vez que Trump fez referência à possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle do Estreito de Ormuz.

No mês passado, o presidente americano afirmou que pretendia declarar a passagem como território dos Estados Unidos.

O governo iraniano reagiu à declaração e afirmou que o estreito está sob sua autoridade, acrescentando que não se deixaria intimidar pelas ameaças americanas.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

Trump também sugeriu mudança no Canadá

Na semana passada, em meio a uma disputa comercial com o Canadá, Trump também determinou que a Apple Maps e o Google Maps passassem a exibir, para usuários dos Estados Unidos, o Lago Ontário como “Lago América”.

A alteração foi feita nos aplicativos disponibilizados aos usuários americanos. Trump, porém, não tem poder para obrigar as empresas a adotar a mesma nomenclatura no Canadá ou em outros países.

EUA e Irã trocam novos ataques

A tensão entre Washington e Teerã voltou a aumentar neste sábado (5). Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), as Forças Armadas americanas atacaram três petroleiros iranianos após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançar mísseis balísticos contra dois navios de guerra dos EUA que patrulhavam a região.

Um porta-aviões e um destróier equipado com mísseis guiados conseguiram escapar dos ataques. Nenhum militar americano ficou ferido, de acordo com o Centcom.

Segundo os Estados Unidos, os três petroleiros faziam parte de uma rede clandestina avaliada em bilhões de dólares que seria utilizada para financiar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e seus aliados regionais.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou os ataques aos três petroleiros e classificou a ação dos Estados Unidos como um “crime de guerra”.

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