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Tempestades podem agravar problemas no gado leiteiro e na piscicultura do RS

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A previsão de novas tempestades no Rio Grande do Sul pode agravar problemas que já afetam propriedades rurais, principalmente na produção de leite e na piscicultura. Além disso, o excesso de umidade dificulta o acesso às pastagens e aumenta os cuidados com o rebanho.

Em diferentes regiões, os efeitos do tempo instável aparecem de formas distintas. Enquanto algumas áreas ainda enfrentam dificuldades para manter o manejo dos animais, outras registram melhora com a redução do encharcamento. Na piscicultura, por sua vez, o aumento da turbidez e o risco de alterações no oxigênio da água exigem atenção dos produtores.

O último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar registrou impactos em diferentes regiões do Estado.

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Excesso de umidade afeta produção de leite

Na região de Santa Rosa, o excesso de umidade provocou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo dos animais. Apesar disso, a alimentação do rebanho não foi comprometida.

Os produtores mantêm o uso de silagem e concentrados, principalmente para vacas em pico de lactação. Já em Ijuí, a produção de leite caiu levemente nos sistemas a pasto, enquanto os sistemas confinados não registraram alterações.

Nos sistemas estabulados, permanece a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais. Por outro lado, em Bagé, a redução do encharcamento melhorou a movimentação do gado e o acesso às forrageiras. As vacas alimentadas em campo nativo apresentaram recuperação da condição corporal.

Instabilidade aumenta riscos na piscicultura

Na região de Erechim, a geada e o frio reduziram o apetite e a atividade dos peixes. Depois, o acumulado de até 150 milímetros elevou a turbidez da água dos viveiros.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a condição aumentou o risco de redução do oxigênio dissolvido, inversão térmica, transbordamento e fuga de peixes em estruturas com pouca margem de segurança.

Apesar disso, os açudes apresentam boa disponibilidade de água.

Rio Uruguai prejudica pesca artesanal

A elevação do Rio Uruguai também afetou pescadores de Porto Vera Cruz e de outras localidades da região de Santa Rosa.

Segundo representantes da categoria, a maioria retirou os materiais e petrechos da água. Além disso, os pescadores monitoram as embarcações nas margens para reduzir o risco de perdas.

Diante da previsão de novos temporais, produtores de leite, piscicultores e pescadores devem acompanhar as condições do solo, dos viveiros e dos rios.

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