O presidente nacional do PT, Edinho Silva, oficializou o lançamento de sua candidatura a deputado federal por São Paulo na noite desta quinta-feira (20), recebendo as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado Federal pelo estado, em evento realizado em Araraquara, interior paulista, cidade que o dirigente petista governou por quatro mandatos.
Na presença de lideranças, apoiadores e dobradas firmadas para o pleito de outubro, o presidente nacional do PT reforçou mais uma vez seu compromisso com a chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e pelo ex-ministro Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo.
Após 40 anos de vida pública, incluindo 16 anos no governo municipal, Edinho Silva afirma que agora quer colocar sua experiência de vereador, prefeito e deputado estadual na esfera federal, “em defesa da igualdade de oportunidades no estado de São Paulo e no Brasil”, ocupando uma vaga na Câmara dos Deputados.

No seu discurso, durante o ato de campanha, Edinho Silva saiu em defesa do governo Lula e fez duras críticas ao governo que o antecedeu, de Jair Bolsonaro, e também ao seu filho Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL.
Lembrou que não estará presente em sua campanha a deputado federal tanto quanto gostaria, porque é coordenador da campanha de Lula, mas disse que está ciente da importância de seu papel na construção da campanha do atual presidente petista à reeleição.
“Essa vai ser a campanha mais importante das nossas vidas, porque quando votamos errado, quem perde é justamente o povo que mais precisa das políticas públicas. Deus nos deu memória para que a gente não esqueça que, no governo Bolsonaro, o Brasil voltou para o mapa da fome e o povo foi para a fila do osso. Que, enquanto o povo clamava por uma vacina contra a Covid, o então presidente fazia piada com a doença. Mais de 700 mil covas foram abertas enquanto o presidente fazia chacota”, ressaltou Edinho Silva.
Ele também criticou Flávio Bolsonaro, comparando o candidato da direita a seu pai e dizendo que “ninguém nasce da casca do ovo”.
“Ele pegou um avião e foi para os Estados Unidos oferecer para o Trump as terras raras do Brasil, que é onde tem os metais críticos, que podem significar desenvolvimento e o futuro para o nosso País”, disse.
Mantendo seu discurso em defesa da reeleição de Lula, Edinho Silva convocou a militância para debater nas ruas e nas redes sociais e explicar a importância dessas eleições.
“Nossa missão agora é mostrar que o que está em jogo é o futuro do Brasil, o futuro das próximas gerações. Temos que conversar e mostrar que o único líder capaz de defender a soberania do Brasil é Lula”, declarou.
Edinho Silva também agradeceu a presença das candidatas Marina Silva e Simone Tebet no lançamento de sua candidatura e defendeu a eleição das duas ao Senado por São Paulo, afirmando que as ex-ministras “têm história que atesta a capacidade das duas para representar bem o estado paulista no Congresso Nacional”.
Simone Tebet defende Lula e Edinho
A ex-ministra Simone Tebet foi a primeira a discursar no ato de lançamento da candidatura de Edinho Silva. Ela abriu o ato e depois se retirou, justificando que tinha outro compromisso de campanha, em outra cidade.

A candidata ao Senado fez um discurso rápido destacando o governo do presidente Lula e suas políticas públicas. Descreveu o candidato pestista como um líder que defende as mulheres e os trabalhadores, que tirou o Brasil do mapa da fome e que respeita e ama a democracia. E acrescentou que o ex-ministro Fernando Haddad é o governador que São Paulo precisa para crescer.
Sobre Edinho Silva, Simone Tebet afirmou que nem sempre estiveram nos mesmos palanques, mas que sempre o respeitou como homem público.
“O Brasil precisa reeleger Lula, eleger Haddad e eleger uma bancada forte de deputados e senadores, comprometidos com o povo brasileiro. E Edinho é o mais comprometido e fiel ao projeto de Brasil do presidente Lula”, finalizou.
Seringueira no Senado
A ex-ministra Marina Silva iniciou sua saudação à militância e lideranças presentes mencionando o início de sua trajetória em defesa do meio ambiente, ainda na adolescência, quando conheceu Chico Mendes.

Defendeu sua eleição ao Senador de São Paulo, junto de Simone Tebet, apontando que apenas 18% dos parlamentares no Congresso Nacional são mulheres atualmente.
Falou de soberania, meio ambiente e democracia.
“O Brasil não pode ser o país que se entregou a quem quer tirar sua soberania. Precisamos estar atentos. E também precisamos entender que meio ambiente e economia andam juntos. Queremos um mundo melhor e mais oportunidades. Eu e Simone representamos a possibilidade do encontro do estado de São Paulo consigo mesmo, do encontro do Brasil consigo mesmo. E isso quem garante é a democracia, porque é só na democracia que um operário vira presidente e uma seringueira vira senadora”, conclui Marina Silva.
As duas ex-ministras foram presenteadas por Edinho Silva com camisas da equipe feminina da Ferroviária, time da cidade.










