Uma jovem engravidou aos 14 anos e um exame de DNA apontou o próprio pai dela como genitor da criança. O homem foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que afirma que os abusos começaram quando a vítima tinha apenas sete anos e continuaram por vários anos, em Rio Verde, no estado de Goiás. A mãe também foi denunciada por supostamente saber da violência e não proteger a filha.
Hoje com 19 anos, a jovem teria sido submetida a ameaças, chantagens, manipulação e controle da rotina. Segundo a acusação, o pai se aproveitava da autoridade que exercia dentro de casa para manter os abusos e impedir que fossem revelados. A denúncia já foi recebida pela Justiça.
*Alerta de gatilho: a reportagem a seguir contém informações sobre violência sexual contra criança e adolescente.

O MPGO afirma que os primeiros episódios ocorreram em 2014. Inicialmente, o homem teria praticado atos libidinosos contra a criança. Os crimes teriam avançado posteriormente para relações sexuais e continuado mesmo depois que ela atingiu a maioridade.
A gravidez ocorreu quando a vítima tinha 14 anos. O exame genético confirmou que o pai dela também era o pai do bebê.
Mensagens indicariam ciúmes e controle
Outro ponto destacado pelos investigadores está nas conversas encontradas durante a apuração.
Segundo o Ministério Público, mensagens atribuídas ao homem indicariam uma tentativa de estabelecer com a própria filha uma relação de natureza amorosa. A acusação também aponta demonstrações de ciúmes, controle e contatos em que ele exigiria atos sexuais.
A jovem teria sido ameaçada para permanecer em silêncio. O MPGO afirma que, em uma das ocasiões em que contou à mãe o que estava acontecendo, acabou agredida e ameaçada pelo pai.
A mãe da vítima também passou a responder pelos fatos.
De acordo com a denúncia, ela teria percebido comportamentos inadequados entre o marido e a filha e recebido alertas de amigas sobre a possibilidade de abuso. Mesmo assim, segundo o MPGO, não tomou medidas para proteger a menina.
A acusação sustenta que a omissão continuou mesmo depois da gravidez e da confirmação, pelo exame de DNA, de que o marido era o pai da criança.
Denúncia anônima reabriu o caso
A investigação havia começado anos antes, mas ganhou um novo rumo após uma denúncia anônima recebida pelo Ministério Público em agosto deste ano. As novas informações indicavam que a violência não teria se limitado ao episódio que havia sido apurado anteriormente.
Depois disso, foram feitas buscas e apreensões. A investigação reuniu depoimentos da vítima, mensagens, documentos e outros materiais que passaram a sustentar a acusação.
O homem foi denunciado por crimes que incluem estupro de vulnerável, estupro e violência psicológica. A mãe responde pela suposta omissão diante dos abusos cometidos contra a filha.










