Cerca de 80% das escolas particulares do Brasil projetam um aumento entre 7% e 11% nas mensalidades para 2027, segundo a nova pesquisa nacional da Meira Fernandes, especializada em gestão e soluções educacionais.
O levantamento foi realizado com mantenedores, diretores e gestores financeiros de escolas localizadas no Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Para Mabely Meira Fernandes, Diretora Jurídica da Meira Fernandes, o reajuste ocorre devido ao chamado “Efeito Tesoura”: de um lado, a folha salarial, as obrigações legais, os investimentos pedagógicos, a inclusão, a segurança digital e as adequações administrativas; do outro, parte da receita mensal que chega atrasada ou deixa de entrar.
Na virada do ano, a situação tende a se intensificar ainda mais.
Com o 13º salário, férias, encargos, preparação das unidades, aquisição de materiais e outros investimentos para o início do novo ciclo letivo, mais da metade das escolas pesquisadas registraram atrasos entre 2% e 5% nos pagamentos.
A pesquisa também afirma que o valor quitado pelas famílias não cobre integralmente os recursos necessários para educação especial em 86,19% das escolas pesquisadas.
Desse total, 46,96% dizem que a mensalidade efetivamente não cobre esses custos, enquanto 39,23% avaliam que ela cobre apenas parcialmente despesas como equipe especializada, treinamentos e demais recursos envolvidos no atendimento aos alunos.
Na opinião dos especialistas, isso torna a disputa pela retenção de alunos cada vez mais acirrada.
Até novembro deste ano, 71,82% das instituições pretendem alcançar entre 70% e 95% de rematrículas. Já 8,84% podem fechar o período com menos de 40%.

*Estagiária sob supervisão












