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Doenças respiratórias ameaçam cavalos e exigem atenção

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O Brasil tem 5,7 milhões de cavalos, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Minas Gerais concentra o maior rebanho, com 775.776 animais, seguido por Pará, Rio Grande do Sul, Bahia e Mato Grosso.

Por isso, a sanidade dos equinos tem impacto direto sobre atividades como treinamento, transporte, reprodução e participação em eventos. Entre os problemas que exigem atenção estão as doenças respiratórias, que podem afetar a saúde e o desempenho dos animais.

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Doenças respiratórias exigem atenção

A influenza equina e os herpesvírus equinos tipos 1 e 4 (EHV-1 e EHV-4) estão entre os agentes associados a doenças respiratórias em cavalos. Além disso, o EHV-1 também pode provocar problemas reprodutivos e manifestações neurológicas.

Os sinais podem aparecer de forma discreta no início. Por isso, o responsável deve observar o animal diariamente e procurar atendimento veterinário diante de alterações como tosse, secreção nasal, febre, mudança na frequência respiratória, redução do apetite ou queda de desempenho.

O diagnóstico precoce permite que o médico-veterinário investigue a causa dos sintomas e defina a conduta adequada para cada caso. Dessa forma, o acompanhamento profissional ajuda a evitar que alterações respiratórias evoluam sem tratamento.

Transporte e eventos aumentam os cuidados

O contato entre cavalos de diferentes propriedades merece atenção, principalmente durante viagens, competições e outros eventos. Nessas situações, os animais podem ficar mais próximos e compartilhar ambientes, aumentando a necessidade de medidas de biosseguridade.

Além disso, os herpesvírus podem se disseminar por meio de secreções respiratórias e pelo contato direto ou indireto entre os animais. Dessa forma, o monitoramento dos cavalos ajuda a identificar possíveis casos antes que o problema avance.

O Ministério da Agricultura mantém o Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE), que inclui ações de vigilância, educação sanitária, controle do trânsito e fiscalização de eventos.

Manejo ajuda a reduzir os riscos

A prevenção depende de um conjunto de medidas. Portanto, o proprietário deve considerar vacinação, manejo adequado, biosseguridade e acompanhamento veterinário dentro de um planejamento sanitário.

Entre os principais cuidados estão:

  • manter a vacinação atualizada conforme orientação veterinária;
  • avaliar os animais antes de viagens e eventos;
  • monitorar cavalos recém-chegados;
  • adotar isolamento quando houver indicação veterinária;
  • manter boa ventilação nas baias;
  • reduzir a exposição à poeira;
  • evitar o compartilhamento de equipamentos, cochos e bebedouros;
  • observar diariamente mudanças de comportamento e sinais clínicos.

Além disso, o histórico sanitário do animal e a frequência de viagens ou participação em eventos devem orientar o planejamento de prevenção.

A vacinação pode fazer parte desse programa, mas não substitui as demais medidas de controle. Assim, a definição do protocolo deve considerar as características de cada animal e receber acompanhamento de um médico-veterinário.

Para propriedades que recebem animais de diferentes origens ou participam frequentemente de competições, o planejamento sanitário ganha ainda mais importância. Dessa maneira, a identificação rápida de sinais e a adoção de medidas de biosseguridade podem ajudar a reduzir a circulação de doenças respiratórias entre os cavalos.

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