A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) assinou um Acordo de Mútua Cooperação com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para realizar obras e melhorias nas moradias afetadas na região do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. O local foi palco de uma explosão provocada por um vazamento de gás em maio deste ano.
O Governo de São Paulo destinará R$ 5,4 milhões para os trabalhos de demolição, reconstrução e reforma das unidades atingidas. Segundo a CDHU, o termo assinado não envolve transferência direta de recursos entre os órgãos: o processo de contratação e o custeio das obras serão assumidos pela Sabesp.
No caso da desconstrução das moradias, o processo será feito de forma gradativa e manual para evitar riscos às estruturas vizinhas. “As casas são todas coladas e há um desnível muito grande entre as ruas. Por isso, vamos retirar telhados, portas e esquadrias manualmente, avançando conforme as condições de segurança permitirem”, destaca Silvio Vasconcellos, diretor de Engenharia e Obras da CDHU.
Quais são as etapas do projeto?
A primeira fase está prevista para começar em janeiro de 2027 e abrangerá uma área de 5,3 mil m² onde ficavam 61 unidades habitacionais de propriedade das famílias atingidas. Nela, serão executados os serviços de contenção, estabilização e retirada de entulhos das estruturas que restaram no local. A CDHU será responsável pela fiscalização, pelo acompanhamento técnico e pelo gerenciamento das demolições.
Durante esse período, os moradores afetados recebem atendimento e suporte habitacional prestados pela Sabesp. A segunda etapa do projeto prevê a reconstrução de 5 moradias e a reforma de outras 200 unidades, com conclusão estimada para o fim de 2026. Assim como na fase inicial, a contratação das empresas ficará a cargo da Sabesp, enquanto a CDHU fará a supervisão das obras.
As reformas serão executadas nos moldes do Viver Melhor. Criado em 2021, o programa estadual realiza adequações e melhorias em moradias situadas em assentamentos e núcleos urbanos de São Paulo, acompanhadas de assistência técnica e obras de conservação viária.
Uma das moradoras beneficiadas, Raquel Cunha, de 35 anos, acredita que as mudanças trarão mais segurança e conforto para a comunidade. “Estou animada. Acho que vai ser legal porque, depois de tudo o que aconteceu, vamos ter uma melhoria para nos sentirmos um pouco melhor e mais seguros”, disse a moradora, que vive no local com o pai e três filhos.
Lazer e convivência em novo equipamento público
Além das obras nas moradias, a CDHU projeta a construção de um novo equipamento público para revitalizar o espaço urbano impactado pelo incidente.
O projeto, elaborado pelo órgão estadual, prevê a implantação de áreas de convivência, praças e espaços verdes para a comunidade local. De acordo com a companhia, a proposta encontra-se atualmente na fase de estudos urbanísticos e geotécnicos.









