O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta sexta-feira (06) o acordo de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos. As informação é do UOL.
O empresário é investigado no caso do Banco Master e foi alvo de buscas e apreensões em janeiro deste ano, durante uma operação que apura fraudes financeiras envolvendo a instituição e uma tentativa de compra pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
O acordo foi firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e está sob segredo de Justiça. Com a homologação, Fachin reconheceu formalmente a validade do acordo.
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Relação com o Banco Master
A Reag e o Banco Master estão entre as instituições investigadas na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Ambas também sofreram liquidação pelo Banco Central no início deste ano.
A Reag foi liquidada pelo Banco Central sob a justificativa de “graves violações” às normas que regulam o funcionamento das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
A investigação sobre a Reag começou no Banco Central, que identificou suspeitas de aumento artificial dos ativos da gestora. Segundo as apurações, essas operações teriam beneficiado o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.
A PF e o Ministério Público investigam uma possível rede de triangulação financeira e simulação de operações. A suspeita é de que essas movimentações tenham sido utilizadas para inflar balanços e esconder prejuízos bilionários. A Reag é apontada como responsável pela estrutura técnica das operações, enquanto Vorcaro é investigado como líder do suposto esquema.
Em manifestações públicas, Mansur confirmou que a Reag mantinha negócios com o Banco Master, mas afirmou que a relação se limitava a uma prestação de serviços financeiros, como ocorria com outras instituições.
O iG entrou em contato com o STF para confirmar a delação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.








