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Disputa pelos minerais críticos: desafios produtivos e tecnológicos para o Sul Global

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Disputa pelos minerais críticos: desafios produtivos e tecnológicos para o Sul GlobalThe Conversation

POR PAULO ESTEVES

Em julho de 2023, o Ministério do Comércio da China passou a exigir licença para exportar gálio e germânio, dois metais pouco conhecidos mas essenciais para a produção de semicondutores, fibra óptica e células solares. Em abril do ano passado, estendeu a exigência a sete terras raras médias e pesadas e aos ímãs que as contêm, e, em outubro, criou uma regra de alcance extraterritorial, pela qual a venda de produtos fabricados fora da China com uma fração mínima de terras raras chinesas também precisariam de autorização (a regra foi suspensa em seguida). A sequência expôs como o controle sobre minerais críticos e tecnologias verdes pode ser transformado em instrumentos de política de Estado.

A extração dos minerais críticos distribui-se entre diferentes países conforme o mineral, e boa parte dela ocorre no Sul. O Chile responde por cerca de 23% do cobre extraído no mundo, a República Democrática do Congo por cerca de 74% do cobalto, a Indonésia por cerca de dois terços do níquel, a África do Sul por cerca de 37% do manganês e 71% da platina. No mapa da mina, vários produtores do Sul ocupam posições centrais, como mostra a figura 1. Isso não elimina concentrações nacionais elevadas: a própria China lidera a produção de grafita e de terras raras.

Foto: Simião Castro/Creative Commons
Para se beneficiar da transição energética, ser mero fornecedor de minerais críticos é pouco: é preciso também controlar outras áreas

 

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