A criação de codornas representa um segmento especializado da produção animal brasileira e oferece oportunidades de diversificação para o agronegócio. Embora os ovos tenham participação expressiva nesse mercado, a produção de aves para corte também movimenta a cadeia produtiva. Com isso, abre espaço para a comercialização de proteínas diferenciadas e amplia as possibilidades de atuação dos produtores.
Em Santa Catarina, essa atividade apresenta características particulares. No Oeste do estado, Coronel Freitas chama a atenção pela presença de estrutura habilitada para exportar carne de codorna em escala industrial. Dessa maneira, o município ganha destaque em um segmento ainda pouco explorado no comércio exterior brasileiro.
- Papagaio que não voa bate recorde de filhotes e população chega a 325 aves
- Conheça as aves brasileiras mais barulhentas já medidas pela ciência
Coturnicultura tem polos de produção em Santa Catarina
A coturnicultura está presente em diferentes regiões catarinenses. De acordo com dados do IBGE referentes a 2023, São Ludgero liderava a produção estadual, com 470 mil aves. Logo depois apareciam Armazém, com 237 mil, e Pedras Grandes, com 205 mil codornas.
Por sua vez, Coronel Freitas também figurava entre os dez maiores municípios produtores, com um plantel de 139 mil aves.
Esses números mostram que a atividade possui diferentes polos no estado. Enquanto alguns municípios concentram efetivos expressivos, Coronel Freitas apresenta um diferencial relacionado à estrutura voltada ao comércio internacional. Assim, a produção catarinense reúne características distintas, tanto no abastecimento interno quanto na possibilidade de exportação.
Produção de ovos movimenta milhões
Além do segmento destinado ao abate, a produção de ovos mantém papel importante na economia da coturnicultura brasileira.
Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu 291,173 milhões de dúzias de ovos de codorna em 2025. No mesmo período, o valor da produção alcançou R$ 795,934 milhões.
Em Santa Catarina, esse resultado chegou a R$ 158,697 milhões. Minas Gerais, por sua vez, registrou R$ 124,676 milhões, enquanto o Espírito Santo contabilizou R$ 151,930 milhões.
Os resultados ajudam a dimensionar a importância econômica da atividade. Além disso, demonstram a participação catarinense nesse mercado e reforçam o espaço da produção de ovos na diversificação da pecuária brasileira.
Exportação amplia oportunidades para a carne de codorna
A habilitação para exportar carne de codorna representa um diferencial para a cadeia produtiva de Coronel Freitas. Para acessar o mercado internacional, entretanto, os estabelecimentos precisam cumprir normas sanitárias e atender aos requisitos estabelecidos pelos países compradores.
Nesse cenário, a estrutura industrial e a regularidade da produção tornam-se fatores importantes para conquistar e manter mercados externos.
Ao mesmo tempo, a experiência catarinense demonstra como segmentos específicos da produção animal podem encontrar oportunidades no comércio exterior. Dessa forma, a coturnicultura brasileira ganha visibilidade e amplia as perspectivas de diversificação da pecuária, especialmente na oferta de proteínas menos convencionais.
The post Santa Catarina se destaca na exportação de carne de codorna appeared first on Agro em Campo.







