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Veja como ficou o mapa político do Brasil após as eleições

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Urnas Joédson Alves/Agência Brasil

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25) não significou uma vitória equivalente de seu partido nos estados. Enquanto o presidente conquistou um quarto mandato com 51,79% dos votos válidos, partidos de direita e centro-direita ampliaram o controle dos governos estaduais. O PL, legenda de Flávio Bolsonaro, terminou as eleições como a maior força partidária entre os governadores, com seis estados.

O novo mapa político do Brasil terá o PT à frente de quatro governos, todos no Nordeste. O PSD conquistou cinco, enquanto Republicanos e PP elegeram quatro governadores cada. As 27 unidades da Federação passarão a ser administradas por representantes de oito partidos a partir de 2027.

O resultado deixa Lula diante de uma configuração política distinta daquela produzida pela eleição presidencial. Governadores de partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro terão papel importante nas negociações com o Governo Federal, especialmente em segurança pública, infraestrutura e repasses para obras.

A divisão, entretanto, não acompanha integralmente as posições adotadas durante a disputa presidencial. Algumas legendas elegeram governadores alinhados a Lula, mesmo sem integrar formalmente a esquerda, enquanto outras abrigam políticos que preferiram manter neutralidade.

PL conquista seis estados e lidera mapa partidário

O Partido Liberal saiu das eleições com o maior número de governos estaduais. A legenda passou de dois governadores eleitos em 2022 para seis em 2026.

No Sul, o partido venceu nos três estados: Sergio Moro, no Paraná; Jorginho Mello, em Santa Catarina; e Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul.

Também conquistou Rondônia, com Marcos Rogério, e Roraima, com Arthur Henrique.

No Rio de Janeiro, Douglas Ruas foi declarado eleito ainda no primeiro turno após a Justiça Eleitoral determinar a retotalização dos votos e invalidar os recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão elevou o percentual de Ruas para 50,88%, dispensando uma segunda votação.

Republicanos conquista três estados do Sudeste

O Republicanos também ampliou sua presença e comandará quatro estados.

A legenda elegeu Tarcísio de Freitas em São Paulo, Cleitinho Azevedo em Minas Gerais e Lorenzo Pazolini no Espírito Santo. Com Otaviano Pivetta, em Mato Grosso, completou sua bancada de governadores.

Os três governos do Sudeste dão ao partido presença em uma região que reúne importantes centros industriais, financeiros e eleitorais do país.

Embora esteja associado à direita, o Republicanos não participou da eleição presidencial como uma extensão formal do PL. Seus governadores possuem trajetórias e bases políticas próprias.

Tarcísio, por exemplo, manteve proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Cleitinho construiu sua candidatura com forte apelo pessoal em Minas Gerais.

PT mantém quatro governos e concentra força no Nordeste

O PT não ampliou sua bancada de governadores em relação a 2022, mas preservou quatro estados.

Jerônimo Rodrigues foi reeleito na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí, todos no primeiro turno.

No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula derrotou Allyson Bezerra (União Brasil) na votação decisiva de domingo.

O Nordeste permanece, portanto, como a principal base territorial do partido nos governos estaduais.

A região também foi decisiva para a reeleição presidencial. Lula venceu nos nove estados nordestinos, com resultados expressivos em Piauí, Bahia, Pernambuco e Maranhão.

O presidente, porém, não dependeu exclusivamente desses votos. Também ficou à frente em Minas Gerais, Pará, Amazonas e Amapá.

PSD cresce e se torna peça importante nas negociações

O PSD terminou a eleição com cinco governadores, tornando-se a segunda maior legenda no comando dos estados.

O partido venceu no Amapá, Amazonas, Maranhão, Pernambuco e Sergipe.

A distribuição mostra uma característica importante da sigla comandada por Gilberto Kassab: embora tenha lançado Ronaldo Caiado à Presidência no primeiro turno, o PSD reúne políticos com diferentes alianças nacionais.

Entre os governadores eleitos, há nomes que apoiaram Lula e outros que não declararam apoio a nenhum dos dois candidatos no segundo turno.

Por isso, a presença do PSD não pode ser classificada automaticamente como oposição ao Governo Federal.

Na próxima gestão, a legenda terá influência relevante nas negociações de recursos federais, projetos regionais e alianças para as eleições municipais de 2028.

O PP também conquistou quatro governos: Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Lucas Ribeiro, eleito na Paraíba, foi uma das exceções dentro do partido ao apoiar Lula.

Outros estados

O PSDB conquistou Alagoas, com JHC, e Tocantins, com Vicentinho Júnior.

O MDB venceu apenas em Goiás, com Daniel Vilela, enquanto o Podemos elegeu Dr. Daniel no Pará, seu primeiro governador.

Já o União Brasil, que havia conquistado quatro estados em 2022, terminou sem nenhum governador eleito. O PSB também ficará sem comandar governos estaduais.

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