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Candidatos reagem ao cancelamento do debate da TV Globo

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Participam Flávio Bolsonaro, Caiado, Cury e ZemaReprodução/TV Globo

Candidatos à Presidência reagiram na noite desta quinta-feira (1º) ao cancelamento do último debate da TV Globo antes do primeiro turno. Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram as críticas nas decisões judiciais que alteraram as regras do encontro. Renan Santos (Missão), cuja participação havia sido determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), questionou a decisão da emissora de não manter o programa.

A Globo cancelou o debate depois de receber duas decisões judiciais que modificaram regras acertadas anteriormente com as campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a exibição do púlpito vazio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e perguntas direcionadas ao presidente, que havia recusado o convite. O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou depois a inclusão de Renan. A emissora alegou insegurança jurídica e interferência em sua liberdade para organizar o encontro.

Flávio Bolsonaro também havia desistido de participar horas antes. O candidato do PL atribuiu sua ausência ao que chamou de “censura” do TSE.

Cury critica STF e ausência de Lula e Flávio

Augusto CuryCarlos Elias Junior/ Agência O Dia

Augusto Cury disse ter ficado frustrado com o cancelamento e criticou Lula e Flávio Bolsonaro por não participarem do encontro. O candidato também atacou o que classificou como excesso de protagonismo do STF e da Justiça Eleitoral.

“O STF ganhou um protagonismo desproporcional. Isso beira um colapso da democracia”, afirmou Cury.

O candidato disse ainda que as decisões impediram que ele apresentasse suas propostas no último debate antes da votação.

Zema acusa decisões de beneficiarem Lula

Romeu ZemaCarlos Elias Junior/ Agência O Dia

Romeu Zema classificou o episódio como uma “vergonha nacional” e afirmou que as intervenções judiciais prejudicaram o debate eleitoral.

O candidato do Novo também acusou as decisões de beneficiarem Lula, sem apresentar provas de que esse tenha sido o propósito das medidas.

“Com certeza estarão querendo beneficiar o Lula”, declarou Zema ao comentar o episódio.

Caiado fala em “ditadura da toga”

Ronaldo CaiadoCarlos Elias Junior/ Agência O Dia

Ronaldo Caiado também direcionou críticas ao TSE e ao STF. O candidato do PSD usou a expressão “ditadura da toga” ao questionar decisões judiciais que alteraram as regras do debate poucas horas antes do horário previsto.

Caiado também responsabilizou Lula pela situação, ao citar a decisão do presidente de não comparecer e participar do Flow Podcast no mesmo horário.

“Por que uma pessoa acha que, com uma canetada, pode mudar as regras de um debate?”, questionou.

Flávio fala em censura e pede votos

Flávio Bolsonaro, que desistiu do debate depois da decisão do TSE sobre o púlpito vazio de Lula, fez uma transmissão pelas redes sociais após o cancelamento.

O candidato afirmou que houve “censura” e “interferência jurídica dentro das eleições” e pediu que seus apoiadores compareçam às urnas no domingo (4). As acusações refletem a avaliação de Flávio sobre as decisões judiciais.

Antes do cancelamento, Flávio já havia anunciado que não iria aos estúdios da Globo. Lula também não participaria e concedeu entrevista ao Flow Podcast no horário reservado ao debate.

Renan questiona decisão da Globo

Renan Santos criticou diretamente a Globo por não manter o encontro depois que Gilmar Mendes determinou sua inclusão.

“Oficial, a Rede Globo cancelou o debate. Que caos”, afirmou o candidato do Missão.

Renan disse que estava a caminho dos estúdios e citou Caiado, Zema e Cury ao afirmar que os candidatos haviam se preparado para participar.

O candidato também atacou Flávio Bolsonaro e relacionou a desistência do senador à decisão que garantiu sua presença no debate.

Lula critica formato dos debates

Lula no FlowReprodução

Lula não participaria do encontro mesmo antes do anúncio do cancelamento. Durante entrevista ao Flow Podcast, o presidente justificou a ausência e criticou o formato dos debates com vários candidatos.

O petista afirmou que esses encontros são “infrutíferos” e disse considerar mais produtivas entrevistas em outros formatos. Lula também defendeu debates restritos aos candidatos mais bem colocados nas pesquisas.

O debate seria o último entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). A Globo exibiu programação regular no horário reservado ao encontro.

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