O manejo do pasto no fim da seca pode antecipar a oferta de forragem verde em até 30 dias, segundo o zootecnista Edmar Peluso. Para isso, o produtor precisa ajustar a condição da pastagem antes da chegada das chuvas e controlar a pressão de pastejo durante o início do período de crescimento.
A recomendação é fazer o capim chegar às primeiras chuvas um pouco mais baixo do que a altura mantida durante o período chuvoso, sem deixar a área raspada ou degradada.
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Como preparar o pasto em quatro passos
1. Avalie a área no fim da seca
Observe a quantidade de palha, talos e material velho. O objetivo é evitar que essa estrutura se acumule quando as primeiras chuvas chegarem.
Além disso, verifique se o capim ainda apresenta folhas e pontos de crescimento. Essa observação ajuda a identificar áreas que chegam ao início das chuvas com excesso de material velho ou com pouca capacidade de responder rapidamente à volta da umidade.
2. Conduza o pastejo
A orientação é fazer o capim chegar às primeiras chuvas mais baixo do que a altura normalmente mantida durante as águas. Porém, a área não deve ficar excessivamente baixa.
“Um pouco mais baixo do que aquela altura de águas, não batido, mas um pouco mais baixo, sem excesso de palha, sem excesso de talo”, afirmou Peluso.
3. Observe a resposta após as primeiras chuvas
Com a volta da umidade, acompanhe a formação de novos perfilhos e folhas. O perfilhamento aumenta o número de unidades produtivas da planta e contribui para elevar a oferta de forragem.
Segundo Peluso, uma área bem conduzida pode começar a oferecer pasto verde até 30 dias antes de uma pastagem que chega às chuvas com excesso de material velho.
“Quanto mais perfilho eu tenho, mais folha eu tenho”, explicou.
O prazo de até 30 dias é uma estimativa apresentada pelo especialista e pode variar conforme as condições da área e das chuvas.
4. Ajuste a lotação
O início das chuvas não significa que o produtor possa aumentar imediatamente a quantidade de animais. Antes disso, é preciso verificar se a oferta de capim já acompanha a demanda do rebanho.
Como a produção ainda está em crescimento, o excesso de animais pode consumir rapidamente as folhas novas e limitar a produção da área.
Controle o pastejo durante as águas
Depois que a oferta de forragem aumenta, o produtor deve acompanhar o crescimento do capim e ajustar a utilização da área.
Peluso defende o uso de conceitos de rotação, controlando a entrada e a saída dos animais. Dessa forma, o produtor pode melhorar o aproveitamento da forragem e evitar pressão excessiva sobre a pastagem.
Além do capim, a alimentação do rebanho envolve suplementação e água.
“A nutrição do animal é pasto, é o suplemento e é a água”, ressaltou Peluso.
Assim, o planejamento da alimentação deve considerar a oferta de forragem, a quantidade de animais e a suplementação ao longo da transição entre seca e águas.
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