Os candidatos ao governo de Minas Gerais que concorrem às eleições 2026 apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral, cumprindo à legislação eleitoral brasileira.
Com base nos planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no DivulgaCandContas, portal de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o iG traz as prioridades que cada um elencou para a área da educação.
Veja os principais pontos apontados pelos candidatos, organizados em ordem alfabética.
Alexandre Kalil (PDT)
- Recuperação e melhoria da infraestrutura das escolas.
- Valorização dos professores e redução da contratação temporária.
- Formação regionalizada dos docentes.
- Avaliações para identificar dificuldades de aprendizagem.
- Ampliação do ensino em tempo integral.
- Uso de computadores e inteligência artificial como ferramentas de apoio aos professores.
- Prioridade às universidades públicas mineiras antes da contratação de serviços externos.
Ben Mendes (Missão)
- Casa que Educa: vincular benefício habitacional à frequência e à progressão escolar dos filhos.
- Aldeia Mineira: abrir as escolas para a comunidade.
- Mestre de Minas: valorização e proteção dos professores.
- Protocolo de resposta a agressões e casos graves de indisciplina.
- Minas Sabe: painel público para acompanhar indicadores educacionais.
- Monitoramento da alfabetização na idade certa e da recuperação do tempo integral.
Cleitinho Azevedo (Republicanos)
- Recuperação da aprendizagem e alfabetização na idade certa.
- Atendimento especializado a alunos com deficiência e neurodivergentes.
- Busca ativa de jovens que abandonaram a escola.
- Ampliação do ensino em tempo integral.
- Educação financeira, empreendedorismo e cidadania.
- Aulas de programação, robótica e inteligência artificial.
- Reformulação do Trilhas de Futuro para aproximar cursos técnicos das demandas regionais.
- Instalação de câmeras nas escolas.
- Plano de carreira e concursos regulares para professores.
- Ações voltadas à saúde mental dos profissionais da educação.
Flávio Roscoe (PL)
- Gestão para Resultados Pedagógicos, com metas e planos de ação por escola.
- Identificação dos problemas de aprendizagem de cada unidade.
- Acompanhamento dos alunos ao longo dos anos.
- Seleção de diretores por critérios de competência.
- Universalização da internet rápida nas escolas.
- Ampliação da formação profissionalizante em regiões de baixo IDH.
- Formação continuada de professores, incluindo mestrado e doutorado.
Gabriel Azevedo (MDB)
- Foco na aprendizagem e no acompanhamento de indicadores.
- Reativação do Simave para identificar dificuldades dos alunos.
- Fortalecimento da supervisão pedagógica.
- Concursos regulares para professores.
- Redução da dependência de contratos temporários.
- Plano de carreira para profissionais da educação.
- Apoio psicológico e mediação de conflitos nas escolas.
- Inclusão e atenção a alunos com autismo.
Henrique Áreas (PCO)
- Aumento dos recursos destinados ao ensino público.
- Revogação de reformas educacionais consideradas prejudiciais pelo partido.
- Mudanças nas regras de acesso às universidades.
- Piso salarial nacional de pelo menos R$ 8,5 mil para professores.
- Jornada máxima de 30 horas semanais para professores.
Indira Xavier (UP)
- Encerrar privatização das escolas estaduais
- Reestatizar as escolas que já foram leiloadas.
- Cumprir o piso nacional do magistério.
- Realizar concursos públicos para profissionais da educação.
- Acabar com a militarização das escolas estaduais.
- Acabar com a municipalização das escolas estaduais.
- Revogar o Novo Ensino Médio, que o programa considera uma forma de precarização do ensino e do trabalho dos professores.
- Ampliar a rede de escolas estaduais.
- Implantar o passe livre estudantil no transporte.
Mateus Simões (PSD)
- Ampliação do ensino em tempo integral.
- Expansão da conectividade e dos recursos digitais.
- Fortalecimento da educação profissional e tecnológica.
- Adequação da formação profissional às vocações econômicas de cada região.
- Ampliação do atendimento especializado a estudantes com deficiência.
- Atendimento a estudantes neurodivergentes e com altas habilidades.
- Preservação de diferentes modelos pedagógicos e possibilidade de escolha pelas famílias.
Patrus Ananias (PT)
- Reversão da privatização de escolas estaduais.
- Fim da militarização das escolas.
- Maior cooperação entre Estado e municípios.
- Expansão do ensino integral associado à formação profissional.
- Ampliação da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
- Ações integradas de educação, saúde, assistência social, Justiça e segurança para prevenir violência nas escolas.
- Políticas de saúde mental para professores.
- Concursos públicos e financiamento estável para a educação.
- Fortalecimento da autonomia da UEMG e da Unimontes.
Professor Túlio Lopes (PCB)
- Gestão democrática das escolas públicas estaduais.
- Autonomia universitária das universidades estaduais.
- Maior investimento público em educação.
- Valorização do serviço público.
- Posição contrária às PPPs nas escolas.
Rafael Duda (PSTU)
- Destinação de 30% da arrecadação para a educação.
- Reversão do leilão de 95 escolas.
- Pagamento do piso nacional do magistério.
- Criação de plano de carreira único.
- Universalização do acesso à educação pública.
- Construção de escolas conforme a demanda.
- Busca ativa de estudantes fora da escola.
- Formação continuada dos professores.
- Educação inclusiva, salas de recursos e tecnologia assistiva.
- Educação bilíngue com Libras.
- Fim da gestão privada das escolas por PPPs e organizações sociais.
- Concursos públicos.
- Ampliação do acesso à internet e a equipamentos tecnológicos.
- Mais vagas no ensino técnico.
- Redução do número de alunos por turma.
- Ampliação de vagas em creches.
- Mais investimentos na UEMG e na Unimontes.
- Posição contrária a sistemas de avaliação baseados em meritocracia.
- Posição contrária ao Novo Ensino Médio e à municipalização das escolas estaduais.










