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Educação: conheça os planos dos candidatos ao governo da Bahia

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Candidatos expõem suas propostas para a BahiaFoto: GovBA

Os candidatos ao governo da Bahia que concorrem às eleições 2026 apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral, cumprindo à legislação eleitoral brasileira.  

Com base nos planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no DivulgaCandContas, portal de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o iG traz as prioridades que cada um elencou para a área da educação.

Veja os principais pontos apontados pelos candidatos, organizados em ordem alfabética.

ACM Neto (União)

  • Criar um Programa Estadual de Recomposição das Aprendizagens, com foco principalmente em português e matemática.
  • Revogar a Portaria nº 190/2024, que o plano associa à aprovação automática.
  • Ampliar vagas em creches e universalizar a pré-escola.
  • Criar um regime de colaboração com os 417 municípios, com metas de aprendizagem.
  • Reformular o Sistema de Avaliação da Educação Básica da Bahia (SABE), com avaliações bimestrais de leitura e matemática.
  • Usar os resultados das avaliações para definir ações pedagógicas e distribuição de recursos.
  • Criar tutoria especializada para alunos com baixo desempenho.
  • Implantar o Bahia Alfabetiza 60+, voltado à alfabetização de pessoas com 60 anos ou mais.
  • Ampliar o ensino médio em tempo integral, com disciplinas eletivas como robótica, artes, esporte, tecnologia e empreendedorismo.
  • Ampliar a educação profissional e tecnológica, vinculando cursos às vocações econômicas de cada região.
  • Fazer parcerias com o Sistema S para laboratórios, formação de professores e certificação técnica.
  • Inserir inteligência artificial e letramento digital no currículo do ensino médio.
  • Criar o Escola Digital, para ampliar a conectividade das escolas.
  • Modernizar escolas, com investimentos em climatização, bibliotecas, laboratórios, quadras e saneamento.
  • Criar o Bahia Escola Inclusiva, com salas de recursos multifuncionais, professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e tecnologia assistiva.
  • Ampliar a formação continuada e melhorar as condições de trabalho dos professores.

 

Ariel Capistrano (DC)

  • Expandir o ensino profissionalizante, ampliando a oferta de formação voltada ao mercado de trabalho.
  • Implantar escolas cívico-militares na rede estadual.
  • Incentivar o ensino técnico e científico.
  • Valorizar os professores.
  • Modernizar a infraestrutura das escolas.

 

Aroldo Felix (UP)

  • Destinar 10% do PIB da Bahia para a educação.
  • Realizar concursos públicos para contratação efetiva nos serviços oferecidos pelo Estado.
  • Fazer contratação imediata de profissionais da educação para escolas e universidades.
  • Equiparar o salário do governador e dos deputados estaduais ao de professores das escolas públicas baianas.
  • Fortalecimento do ensino público e investimentos na área.

 

Estêvão (DC)

  • Expansão acelerada das escolas de tempo integral, priorizando periferias, áreas violentas e regiões vulneráveis.
  • Criação do Pacto Bahia Alfabetizada, com integração entre Estado, municípios, professores e famílias.
  • Meta de alfabetizar todas as crianças na idade certa.
  • Ampliação do ensino médio profissionalizante, de acordo com as vocações econômicas de cada região.
  • Expansão de cursos técnicos em áreas como tecnologia, turismo, saúde, agro, indústria e energia.
  • Valorização dos professores, com formação continuada, capacitação digital e apoio pedagógico.
  • Criação da Escola Digital, com internet, laboratórios digitais e conectividade em todas as escolas estaduais.
  • Criação do Programa Futuro Baiano, unindo educação, tecnologia, inovação e empreendedorismo.
  • Redução da evasão escolar e ampliação do ensino técnico.

 

Jerônimo Rodrigues (PT)

  • Universalizar o ensino em tempo integral em todas as escolas estaduais.
  • Ampliar vagas em creches e na educação infantil, priorizando áreas de maior vulnerabilidade.
  • Requalificar a infraestrutura da rede estadual.
  • Criar o Selo Município Alfabetizador Bahia, com apoio técnico aos municípios.
  • Fortalecer a gestão da aprendizagem, com avaliações periódicas e recomposição de conteúdos.
  • Criar o Aprender Mais Bahia, voltado à recomposição das aprendizagens.
  • Fortalecer políticas de acesso, permanência e conclusão da educação básica.
  • Ampliar a EJA integrada à educação profissional e tecnológica.
  • Fortalecer o Bolsa Presença para estudantes do ensino integral.
  • Ampliar o ensino médio integral e a educação profissional e tecnológica.
  • Fortalecer o transporte escolar.
  • Criar novos campi das universidades estaduais e articular a implantação de universidades e institutos federais no interior.
  • Ampliar projetos de extensão entre universidades, escolas e comunidades.
  • Fortalecer o Atendimento Educacional Especializado para pessoas com deficiência, TEA e altas habilidades.
  • Criar ações de combate ao racismo, LGBTfobia, bullying, cyberbullying, violência de gênero e capacitismo nas escolas.

 

Maria Bona (PCO)

  • Aumentar as verbas para a educação, defendendo que os recursos públicos sejam destinados exclusivamente ao ensino público.
  • Revogar as reformas educacionais implementadas pelo que o partido chama de “regime golpista”.
  • Acabar com os vestibulares e adotar livre ingresso nas universidades.
  • Estabelecer piso salarial nacional dos professores de pelo menos R$ 8,5 mil.
  • Garantir a eleição direta dos diretores e demais cargos de direção das escolas.
  • Colocar escolas e universidades sob controle da comunidade escolar. Nas universidades, o programa propõe um governo tripartite formado por estudantes, professores e funcionários.
  • Limitar a jornada de trabalho dos professores a 30 horas semanais.
  • Promover a estatização do ensino pago.
  • Defender o fim da proibição do uso de celulares nas escolas.
  • Combater a “ditadura nas escolas” e a perseguição a professores e estudantes, segundo a formulação do programa.

 

Ronaldo Mansur (PSOL)

  • Ampliar vagas em creches, inclusive com programas de creches noturnas.
  • Universalizar o atendimento na pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.
  • Dar atenção especial às escolas do campo, quilombolas e indígenas.
  • Matricular na EJA todos que dela necessitam.
  • Ampliar vagas na educação profissional e tecnológica.
  • Aumentar vagas no ensino superior, tanto na graduação quanto na pós-graduação.
  • Escolher diretores das escolas por meio de consultas à comunidade escolar.
  • Criar instâncias colegiadas com participação da comunidade para definir as políticas de cada escola.
  • Formular políticas educacionais por meio de conferências com ampla participação da comunidade escolar.
  • Garantir autonomia financeira, administrativa e de gestão das instituições públicas de ensino.
  • Cumprir o piso salarial nacional do magistério e estabelecer planos de carreira e formação para os profissionais da educação.
  • Ampliar recursos destinados à educação pública.
  • Combater o analfabetismo e fortalecer a EJA.

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