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Renan Santos defende bomba atômica e guerra ao crime

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Renan Santos e os jornalistas Renata Vasconcellos e César TralliReprodução/X

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu que o Brasil desenvolva armas nucleares, faça uma “guerra” contra o crime organizado e adote regras mais duras para integrantes de facções criminosas. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (26), em entrevista da TV Globo exibida após o “Jornal Nacional”.

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli e fez parte da série da emissora com candidatos à Presidência. Durante a conversa, Renan também falou sobre dívida pública, Previdência, Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças climáticas, direito ao voto e feminicídio.

Bomba atômica

Ao ser perguntado sobre a proposta de desenvolver uma bomba atômica, Renan afirmou que o Brasil precisa aumentar sua capacidade militar para ganhar força nas negociações internacionais.

O candidato reconheceu que o país não teria condições de desenvolver armas nucleares nos próximos dez anos, mas defendeu o início de pesquisas para chegar a esse objetivo.

Renan também defendeu que o Brasil tenha armas nucleares nas próximas três décadas.

Ao ser questionado sobre os possíveis impactos da proposta nas relações com outros países, Renan citou as reservas brasileiras de terras raras e afimou que os Estados Unidos teriam interesse em negociar com o Brasil.

Tratado nuclear

Ao ser perguntado sobre uma eventual saída do Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, Renan disse que a possibilidade deveria ser considerada no momento adequado.

Ele citou a Coreia do Norte e afirmou que possuir armas nucleares seria uma forma de garantir a soberania nacional.

Renan também afirmou que o Brasil precisaria ter força militar para negociar com outros países da América do Sul e defendeu uma revisão dos compromissos que impedem o desenvolvimento de armas nucleares.

Guerra contra o crime

Na segurança pública, Renan defendeu uma “guerra” contra o crime organizado e prometeu recuperar, em um ano, territórios dominados por facções.

Ao ser questionado sobre experiências anteriores de ocupação de comunidades no Rio de Janeiro, afirmou que o diferencial seria a mudança da legislação penal e de execução penal.

“Precisamos de uma guerra contra eles. Esse é o primeiro ponto”, declarou.

O candidato defendeu a criação de um regime especial para integrantes de facções, com penas maiores, processos mais rápidos e construção de novos presídios.

Renan disse ainda que pretende usar estados de defesa em áreas dominadas pelo crime.

Custo das operações

Ao ser perguntado sobre a viabilidade financeira de seu plano de segurança, Renan estimou em R$ 6 bilhões o custo para construir dez presídios, com capacidade de 30 mil a 40 mil vagas cada.

Ele também estimou em cerca de R$ 5 bilhões por ano o custo de uma operação no Rio de Janeiro.

Segundo Renan, as ações seriam coordenadas pelas forças policiais, enquanto o Exército atuaria como força auxiliar.

STF

Renan também foi questionado sobre declarações anteriores de que poderia deixar de cumprir decisões do Supremo Tribunal Federal que considerasse ilegais.

O candidato afirmou que não pretende ignorar todas as decisões da Corte, mas defendeu que decisões consideradas ilegais não sejam cumpridas.

“Decisão ilegal não se cumpre. Decisão ilegal não se cumpre”, declarou.

Renan citou como exemplo uma eventual decisão monocrática que interrompesse uma operação policial em uma área dominada por facções. Segundo ele, antes de deixar de cumprir uma decisão, buscaria um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e recorreria ao próprio STF.

Corte de gastos e Previdência

Na economia, Renan afirmou que pretende economizar R$ 1,1 trilhão nos próximos cinco anos.

Ao ser questionado sobre a dívida pública, disse que seu plano não necessariamente faria a dívida cair, mas reduziria a velocidade de crescimento.

O candidato também defendeu mudanças nas regras que vinculam recursos para Saúde e Educação e afirmou que uma nova reforma da Previdência será necessária.

Segundo Renan, os recursos economizados seriam direcionados principalmente para investimentos em infraestrutura.

Segurança e violência

Ao ser questionado sobre declarações anteriores nas quais falou em “matar quem roubar” e “banho de sangue”, Renan voltou a defender uma resposta mais dura contra criminosos armados.

“O sangue que tem que jorrar não é dele. O sangue tem que jorrar é do bandido”, afirmou.

O candidato também declarou que policiais devem atirar para matar contra uma pessoa armada que esteja cometendo um crime.

Artur do Val e direito ao voto

Renan foi questionado sobre declarações de Arthur do Val, ex-deputado estadual de São Paulo, sobre mulheres ucranianas durante uma viagem ao país em 2022.

Ele classificou os comentários como inadequados.

O candidato também foi perguntado sobre uma declaração de Orlando Lima, colaborador de seu plano de governo, segundo a qual pessoas sem propriedade e beneficiárias de auxílio deveriam ter restrições ao direito de voto.

“É só opinião dele. Eu nem sabia da opinião, mas, se ele falou isso, é a opinião dele”, respondeu.

Feminicídio e mudanças climáticas

Renan também respondeu a perguntas sobre a ausência de políticas específicas para feminicídio e violência contra crianças em seu programa.

Ele afirmou que o plano concentra a política federal no combate ao crime organizado, mas defendeu ações específicas dos estados e municípios.

Ao ser questionado sobre mudanças climáticas e prevenção de desastres, disse que estados e municípios já possuem planos, mas faltam recursos para executar obras de infraestrutura.

Renan disse que pretende reduzir despesas do governo para liberar recursos para obras e apresentou ainda uma proposta de “desfavelização” do país.

“Desfavelizar o Brasil é salvar as populações mais pobres”, declarou.

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