O instalador Frederico Carvalho publicou o vídeo da própria queda como forma de alertar outras pessoas sobre os perigos do trabalho nas alturas. Nas imagens, o homem sobe pela fachada de um imóvel carregando um ar-condicionado quando a escada cede, já perto do fim do trajeto. O tombo foi feio, mas o profissional escapou sem nenhum ferimento grave.
O perigo de acidentes domésticos com escadas
Existe uma explicação para o acidente: a ocasião reuniu os três descuidos que mais se repetem nesse tipo de trabalho. O primeiro está na escada, já que é necessário vistoriar a peça inteira antes do serviço, buscando por degraus soltos, trincas no montante, parafusos frouxos ou madeira empenada.
O equipamento que apresentar a solda estufada ou um nó aberto também deve ir para o lixo, não para a parede.

O segundo erro está na base do equipamento. O pé da escada precisa ficar em piso firme e nivelado, longe da terra fofa, de tapetes ou de entulho.
A regra prática manda afastar a base com um quarto da altura de apoio, ou seja, uma escada encostada a quatro metros fica com o pé a um metro do muro. Fora dessa proporção, existe o risco da ferramenta escorregar ou tombar para trás e causar quedas.

O terceiro descuido é carregar os equipamentos no colo. Quem sobe deve sempre manter as duas mãos livres e no mínimo três pontos de contato com a escada. Qualquer tipo de material deve subir apenas por corda ou pela mão de um ajudante, nunca junto ao usuário.

No acidente de Frederico, a legislação brasileira também foi ignorada. A Norma Regulamentadora 35 (NR-35) trata de qualquer serviço acima de dois metros e exige cinto do tipo paraquedista, um talabarte preso ao ponto de ancoragem e o uso de capacete. Além disso, a NR-18 também estabelece que um trabalho feito nas alturas sempre deve ser feito por 2 ou mais pessoas.











