A influenciadora Suellen Carey, de 38 anos, afirma que o casamento simbólico que realizou consigo mesma continua afetando sua vida amorosa mesmo depois do “divórcio”. Segundo ela, a sologamia ainda provoca estranhamento nos encontros e se tornou uma barreira maior do que falar a um novo parceiro sobre sua identidade como mulher trans.
“Até contar que sou uma mulher trans no primeiro encontro é mais simples do que explicar que já me casei comigo mesma”, afirma Suellen Carey.
Em 2023, Suellen realizou uma cerimônia simbólica de casamento consigo mesma em Londres, como forma de reafirmar o amor-próprio e o compromisso com a própria felicidade. Um ano depois, anunciou o “divórcio” ao perceber que aquela escolha também havia criado novas cobranças.
“Eu achava que precisava ser suficiente para mim o tempo todo, que não podia sentir solidão nem querer dividir a vida com alguém. Quando comecei a me interessar por outras pessoas, percebi que ainda levava aquela promessa a sério demais”, conta.
Quando percebe que uma conversa pode avançar, Suellen diz que costuma contar sobre a cerimônia. Segundo ela, é nesse momento que a reação muda. “A conversa está indo bem, a pessoa demonstra interesse, mas, quando eu conto que já me casei comigo mesma, tudo muda. Já aconteceu mais de duas vezes. Alguns homens acham a história estranha e outros chegam a me chamar de louca”, relata.
A influenciadora conta que já viveu uma relação em que sua identidade como mulher trans foi compreendida, mesmo sem ter falado sobre isso logo no primeiro encontro. O problema surgiu depois, quando o parceiro descobriu que ela havia se casado consigo mesma e decidiu encerrar o envolvimento.
“Eu sempre achei que contar que sou uma mulher trans seria a parte mais difícil, mas isso já foi superado em uma relação. O que realmente afastou a pessoa foi descobrir a sologamia. Hoje, para mim, é mais fácil falar sobre ser trans do que explicar que já me casei comigo mesma”, conclui.














