Jacqueline Sato está de volta ao cinema. Após integrar o elenco de “Volta por Cima”, da TV Globo, como Yuki, a atriz se prepara para chegar às telonas com “Uma Praia em Nossas Vidas”. Ambientado no Brasil dos anos 1980, no período posterior à ditadura militar, o longa reúne nomes como Marcelo Serrado e Alessandra Negrini.
O retorno ao cinema acontece em uma fase de expansão na carreira de Jacqueline. Embora a atuação continue sendo o centro de seu trabalho, a artista também passou a explorar outras etapas do processo criativo. Há três anos, ela se tornou integrante da Academia responsável pelo International Emmy Awards, após já participar do júri da semifinal da premiação.
A experiência trouxe uma nova perspectiva profissional para a atriz, que passou a analisar produções ao lado de profissionais de diferentes países. “É muito especial poder representar o Brasil em uma discussão global. Ao mesmo tempo em que você leva a sua experiência, também aprende muito ouvindo profissionais de outros países e conhecendo histórias que talvez não chegassem até você de outra maneira. É uma troca muito rica, porque cada lugar tem suas próprias referências, mas existem questões universais e atravessam fronteiras”, afirmou.

Retorno ao cinema
O novo trabalho marca o reencontro de Jacqueline com o cinema oito anos após sua estreia como atriz nas telonas, em “Talvez uma História de Amor”, de 2018. No mesmo ano, ela também se aventurou na dublagem ao dar voz à personagem Melissa Shield, de “My Hero Academia: 2 Heróis”.
Para Jacqueline, voltar a um longa-metragem representa também uma oportunidade de recuperar o encantamento com o processo cinematográfico. “É uma arte que sempre teve um lugar muito especial para mim. Voltar a fazer um longa também me reconecta com esse encantamento pelo próprio modus operandi cinematográfico”, contou.
Outros caminhos na criação
A relação da atriz com o audiovisual também ultrapassa a atuação. Jacqueline é idealizadora de Mulheres Asiáticas, docu-talk-reality-show voltado à discussão sobre presença, representatividade e experiências de mulheres brasileiras de ascendência asiática. Além de criar o projeto, ela também assumiu a apresentação da atração.
Exibido originalmente pelo canal E! Entertainment, o programa está atualmente disponível no Prime Video por meio da assinatura da Universal+.
Para Jacqueline, transitar por diferentes funções dentro do audiovisual contribuiu para ampliar sua compreensão sobre o próprio trabalho. “Eu sempre tive muito interesse em relação a todas as etapas que existem por trás de uma obra. A atuação é uma parte desse processo, mas não é a única forma de criar e de se relacionar com uma história”, explicou.
A atriz acredita que experimentar diferentes posições dentro da criação também influencia diretamente sua atuação. “Experimentar outros lugares me permite entender melhor como uma obra se constrói, quais são as escolhas envolvidas e como cada pessoa contribui para aquele resultado. Acho que isso também faz parte de ser artista: ter disponibilidade para aprender, se deslocar e olhar para a criação por diferentes perspectivas”, afirmou.
Ao refletir sobre a própria trajetória, Jacqueline destaca que essas experiências acabam retornando para o trabalho como atriz. “E, inevitavelmente, tudo isso retorna para a atriz, porque amplia a maneira como observo, interpreto e compreendo o meu próprio trabalho”, concluiu.
















