Quanto você pagaria por uma lembrança do seu time do coração? Para os torcedores do Palmeiras, a resposta pode chegar a R$ 75.086. Esse é o valor da medalha de ouro lançada pela Casa da Moeda em homenagem aos 75 anos da conquista do Torneio Internacional de Clubes Campeões de 1951, considerado pelo time alviverde como seu primeiro título mundial.
A coleção é limitada a 1.015 unidades e conta com versões em ouro, prata e bronze. A peça que mais chama atenção é a medalha de ouro,com valor de R$ 75.086, com apenas 15 unidades disponíveis. Já a versão em prata custa R$ 1.894 e terá tiragem de 300 exemplares, enquanto a medalha de bronze será vendida por R$ 698, limitada a 700 peças. As vendas começam em 3 de agosto.
Quem quiser garantir a versão em ouro precisará pagar um valor alto. De acordo com portal Clube das Medalhas, responsável pela venda, esse modelo poderá ser adquirido exclusivamente por boleto bancário. As opções de cartão de crédito e débito não estarão disponíveis para essa edição.
A coleção celebra a conquista do Torneio Internacional de Clubes Campeões de 1951, competição que reuniu os principais campeões nacionais da Europa e da América do Sul. O torneio foi organizado com aval e participação da Fifa, em parceria com a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF.
Além do Palmeiras, participaram da competição Juventus, da Itália, Sporting, de Portugal, Nacional, do Uruguai, Nice, da França, Áustria Viena, da Áustria, Estrela Vermelha, da então Iugoslávia (atual Sérvia), e Vasco da Gama, time também brasileiro.

A decisão foi disputada contra a Juventus. Após vencer o primeiro confronto, o Palmeiras garantiu o título com um empate no segundo jogo, realizado em 22 de julho de 1951, diante de um Maracanã lotado.
A conquista ficou marcada por ser a primeira final de um torneio interclubes de alcance mundial da história do futebol. Depois do título, a delegação alviverde foi recebida por uma grande festa em São Paulo. Registros da época apontam que mais de um milhão de pessoas foram às ruas para celebrar os jogadores, que passaram a ser chamados de “Campeões do Mundo”.
Esta é a terceira parceria entre o Palmeiras e a Casa da Moeda para a produção de medalhas comemorativas. Em 2021, o clube também ganhou uma coleção especial, com valores que variavam entre R$ 60 e R$ 12.900. Já em 2014, durante as comemorações do centenário alviverde, outra edição foi lançada e teve todas as unidades esgotadas em apenas sete dias.

Na coleção de 2021, a medalha de ouro era a mais exclusiva, com apenas 70 unidades disponíveis e preço de R$ 12.900. A versão em prata custava R$ 560 e teve tiragem de 300 exemplares. Já a medalha de bronze foi comercializada por R$ 145, com 700 unidades, enquanto a edição em cuproníquel era vendida por R$ 60 e contou com 2.500 exemplares.
Debate sobre o Mundial volta às redes
Além do preço das medalhas, o lançamento reacendeu uma antiga discussão entre torcedores. Apesar de o Palmeiras considerar a conquista da Copa Rio de 1951 como um título mundial, a Fifa não reconhece a competição como um Mundial oficial de clubes em sua lista de campeões.
A divergência voltou a render piadas nas redes sociais
Outro comenta:
Atualmente, a Fifa reconhece como campeões mundiais oficiais os vencedores da Copa Intercontinental, disputada entre 1960 e 2004, da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, realizada entre 2000 e 2023, e da nova Copa Intercontinental da Fifa, disputada no formato, que começou com mais equipes, da qual o Chelsea foi campeão em 2025.
Dentro das competições reconhecidas pela entidade, o Palmeiras teve quatro oportunidades de conquistar o título mundial: em 1999, 2020 e 2021, pelo antigo Mundial de Clubes da Fifa, e em 2025, na nova competição. Em nenhuma delas conseguiu levantar a taça.
Enquanto alguns torcedores elogiaram a homenagem aos 75 anos da conquista de 1951, outros se surpreenderam com o valor da coleção. Para quem quiser levar as três medalhas para casa, o investimento passa dos R$ 77 mil.
Criado em 1977, o Clube da Medalha da Casa da Moeda do Brasil é uma sociedade cultural voltada ao incentivo do colecionismo e da numismática no país. Além das tradicionais medalhas comemorativas, o projeto também produz peças com apelo cultural e comercial e, em parceria com o Banco Central, comercializa moedas comemorativas destinadas ao público em geral.
O lançamento dividiu opiniões. Enquanto os palmeirenses celebram a homenagem, os rivais transformaram a coleção em motivo de brincadeiras. Se para alguns a medalha é uma relíquia, para outros o preço está muito acima da realidade. E você, investiria mais de R$ 75 mil nessa lembrança ou prefere guardar essa quantia para assistir ao Verdão em campo?
*Estagiária sob supervisão










