A morte do jornalista Renato Machado, na última quinta-feira (16), aos 83 anos de idade, em decorrência de insuficiência cardíaca, gerou uma onda de comoção entre amigos, familiares e admiradores. Entre as homenagens mais tocantes, se destacou a despedida da sua enteada, Viviane Morel, que usou as redes sociais para expressar seu luto e relembrar a trajetória de convivência ao lado do apresentador.
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Em um relato sensível, Viviane compartilhou a dor da ausência imediata de Renato, descrevendo o vazio deixado em sua rotina. “Oh, Sir… Hoje meu café esfriou em uma xícara ainda cheia. Eu nunca desperdiço café. O último pedaço do sanduíche ficou ali, escancarando que a vida não avisa. Entre a frase anterior e esta que agora escrevo, há um lapso de tempo, de estrada e um buraco em meu peito”, escreveu.
Viviane tambémn descreveu a dificuldade de lidar com o silêncio da casa, antes habitada pela energia vibrante do jornalista. Ela relembrou detalhes que marcavam a personalidade de Renato Machado: “Será gritante – e quiçá violento – o silêncio que nos aguarda sem você aqui. Os dedos tamborilantes, a gargalhada inconfundível, a voz amanteigada para falar com os cachorros ou as netas, a música alta, o jornal ligado”, disse.
Depois, a enteada também mencionou a paixão de Renato pelo Botafogo, garantindo que manterá o hábito de torcer pelo time do padrasto: “O crepúsculo me sorri com uma fina lua e uma só estrela brilhando no céu; é uma Estrela Solitária. Hoje o Fogão entra em campo e eu, mais uma vez, estarei torcendo pelo seu time”, escreveu.
O amor de Renato pela vida
Ao longo do texto, Viviane ressaltou o amor de Renato pela vida, pela família e pelas pequenas alegrias da vida. Ela se dirigiu ao marido de sua mãe, Mônica Morel, celebrando a capacidade dele de amar intensamente: “Você amou e foi muito amado. Amou as pessoas, os cachorros, a profissão, o viajar, o ficar em casa, vinhos, música clássica, línguas, histórias, peixe na brasa, pizza domingo à noite. Amou tanto minha mãe…”, escreveu.
“Fica tranquilo, eu cuido dela daqui. Delas. Da sua Princesa, da sua filha, das suas netas. Do Nuki. De mim também, prometo. Um privilégio inenarrável ter você como ‘paidrasto’. É para sempre. Farewell, my dear. À tantôt, Monsieur Machadô. Merci. Pour tout”, finalizou.

















