O mercado atacadista da Grande São Paulo registra queda nos preços das carnes bovina e suína nesta parcial de julho. Em contrapartida, o frango resfriado acumula alta no mesmo período. O levantamento do Cepea considera as negociações realizadas entre 30 de junho e 14 de julho.
O consumo doméstico moderado explica a retração das cotações das carnes bovina e suína. Além disso, o atacado costuma repor estoques com mais cautela na primeira quinzena de julho.
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No mercado bovino, a queda do preço da arroba reduz o ritmo das negociações. Ao mesmo tempo, a dificuldade para repassar os preços ao varejo também limita os negócios. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações impedem desvalorizações mais acentuadas da carne bovina.
Carnes suína e de frango
Na carne suína, as exportações seguem aquecidas. Entretanto, a demanda doméstica enfraquecida continua pressionando as cotações no mercado interno.
Já o frango apresenta desempenho mais favorável. Conforme o Cepea, a proteína mantém preço mais competitivo que as demais carnes.
Com isso, muitos consumidores substituem a carne bovina e a suína pelo frango. Como resultado, a demanda permanece firme e sustenta os preços.
O que vem pela frente?
Para a segunda quinzena de julho, o Cepea avalia que o mercado da carne bovina dependerá da demanda doméstica e da oferta de animais para abate. Se o consumo não reagir de forma consistente, a pressão sobre os preços das carnes bovina e suína deve continuar no atacado. Enquanto isso, o frango poderá manter a valorização caso a procura permaneça aquecida.
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