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Uber demite quase 25% dos funcionários de RH

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Uber reuné motoristas sob demandaFreePik

A Uber iniciou uma nova rodada de demissões e cortou 23% dos funcionários da divisão global de pessoas, responsável por recursos humanos e recrutamento. A medida atinge quase um quarto da área e faz parte de uma reestruturação liderada pela nova presidente da companhia, Jill Hazelbaker. A empresa não divulgou o número exato de desligamentos. Segundo um porta-voz ouvido pela Bloomberg, os cortes representam “bem menos de 1%” do quadro total da companhia, que tem cerca de 34 mil funcionários em todo o mundo.

Em memorando enviado aos funcionários, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que as mudanças são necessárias para “maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente”. A reorganização ocorre poucas semanas após Hazelbaker assumir a presidência da empresa. Em mensagem enviada aos trabalhadores afetados, a executiva disse que o objetivo é construir uma organização “mais conectada, moderna e operacionalmente excelente”.

Ela também afirmou que partes da estrutura de RH se tornaram excessivamente complexas, com sobreposição de funções e equipes distantes das áreas de negócios que deveriam apoiar. Além das demissões, alguns profissionais que tinham autorização para trabalhar remotamente foram informados de que precisarão retornar ao modelo híbrido, com presença nos escritórios três dias por semana, segundo a Bloomberg.

Uber nega relação com Inteligência Artificial

Os cortes acontecem em um momento em que grandes empresas de tecnologia aumentam investimentos em Inteligência Artificial e revisam estruturas internas.

A Uber, porém, afirma que a decisão não está ligada ao avanço da tecnologia. Um porta-voz disse à Bloomberg que as demissões não têm relação com os investimentos da companhia em IA.

Apesar disso, a empresa confirmou nesta semana a criação de faixas de orçamento para o uso de ferramentas agênticas por funcionários, movimento semelhante ao observado em outras gigantes do setor.

Nos últimos meses, empresas como a Meta Platforms e a Oracle Corporation também anunciaram cortes de pessoal enquanto reforçavam investimentos em Inteligência Artificial.

O iG procurou a Uber para saber se funcionários no Brasil foram afetados pelas demissões. Até a publicação da reportagem, não havia retorno da empresa.

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