O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) solicitou, nesta quarta-feira (06), esclarecimentos ao governo paulista referente a aposentadoria do tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual.
O objetivo desta solicitação do MP-SP é averiguar se durante o precesso de transição do agente da PM para a reserva houve alguma irregularidade.
O movimento aconteceu no começo do mês de abril enquanto Geraldo já estava preso preventivamente pelo assassinato da sua ex-esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
A decisão da aposentadoria do tenente-coronel saiu no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no dia 02 de abril. A medida foi assinada pela Diretoria de Pessoal da PM.
Relembre o caso
Geraldo Leite Rosa Neto está preso desde março por suspeita de ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, no apartamento do casal, localizado na região central de São Paulo.
A princípio, o caso era tratado como suicídio, porém tudo mudou após laudos indicarem marcas no corpo da vítima, o que não havia sido constatado no relato do oficial.
Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do acusado. Além disso, as investigações apontam indícios de feminicídio e tentativa de alterar a cena do crime.







