A morte da produtora de reportagem Fernanda Santos, da TV Globo, causou grande comoção entre colegas de profissão e profissionais da imprensa.
Aos 53 anos, Fernanda teve sua trajetória marcada pela dedicação aos bastidores do jornalismo, pela sua paixão pelo Carnaval e pelo engajamento em causas sociais e acadêmicas.
Nascida na Brasilândia, na zona norte de São Paulo, a produtora era filha de uma dona de casa e de um torneiro mecânico.
Sua história de vida foi escrita com muito esforço e persistência, características que foram frequentemente destacadas por colegas de redação. Antes de ingressar no jornalismo, chegou a trabalhar consertando caixas eletrônicos, até se formar pela Unesp de Bauru, em 1998.
A jornalista entrou na TV Globo em 2005, onde construiu carreira como produtora de telejornais e, mesmo atuando nos bastidores, nunca se afastou da reportagem. Fernanda era reconhecida pela atenção aos detalhes e pelo compromisso com apuração rigorosa.
Nos corredores da redação, também era lembrada pela vibração com cada conquista da equipe, celebrando até as menores entradas no ar.

“Entrou na rádio-escuta e sempre ficou. Sempre gritava, vibrava quando alguma imagem que tínhamos obtido entrava no ar”, relembrou Walter Barroso, chefe da reportagem da emissora.
Outro traço marcante de Fernanda era o amor pelo Carnaval. Torcedora da escola de samba Mocidade Alegre, Fernanda acompanhava de perto os desfiles e se envolvia com diferentes agremiações, demonstrando conhecimento profundo sobre os sambas-enredo e cultura carnavalesca.
Além do jornalismo
Fernanda Santos também se destacou na vida acadêmica. Era mestre pelo programa de Mudança Social e Participação Política da USP, era graduada em Pedagogia e integrante do coletivo Ocareté, que era voltado a debates sobre descolonização.
Em 2020, Fernanda também colaborou na organização do livro “Ensaios sobre Racismos” e participou de podcasts abordando temas como raça e gênero.
A produtora Fernanda Santos faleceu na noite da última quarta-feira (18), após um acidente de trânsito na zona norte de São Paulo, quando voltava para casa após uma sessão de fisioterapia, quando o carro de aplicativo em que ela estava se envolveu em uma colisão frontal.
Mesmo sendo socorrida e levada ao hospital, a jornalista não resistiu aos ferimentos. Ela deixa a mãe e três irmãs.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e enterro.















