A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito de investigação sobre o caso da morte do cão Orelha e da tentativa de afogamento do cachorro Caramelo.
Os dois casos foram registrados em Praia Brava, em Florianópolis. O estado divulgou o resultado das investigações na noite desta terça-feira (3).
A polícia atribuiu os maus-tratos a adolescentes, porém não foi confirmado quantos e quais participaram em cada um dos crimes.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, já que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante que todos os processos que envolvem menores de 18 anos sejam mantidos em sigilo total.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) recentemente determinou que as redes sociais retirem publicações que identifiquem os adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão.
Caso Orelha
Orelha morreu após ser agredido no dia 4 de janeiro . O animal, de aproximadamente 10 anos, era conhecido por circular livremente pelo bairro e foi encontrado com ferimentos graves após ter desaparecido por alguns dias.
Segundo relatos, o cão desapareceu durante a madrugada após ser chamado por um grupo de adolescentes.
Na manhã seguinte, moradores o encontraram ainda com vida, em estado grave, e o levaram para atendimento veterinário, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante o procedimento cirúrgico.
O porteiro que registrou as agressões em vídeo para formalizar a denúncia informou ter sofrido ameaças de pais dos adolescentes envolvidos. Além disso, a juíza inicialmente designada para o caso se declarou impedida de atuar devido à proximidade com as famílias dos suspeitos, o que levou à redistribuição do processo.
A morte de Orelha causou comoção entre moradores e visitantes da região. Rapidamente as notícias sobre o caso se espalharam pelo Brasil e gerou comoção nacional. Protestos pedindo justiça pelo cão foram registrados em diversas regiões.











