Um menino brasileiro de dez anos teve as pontas de dois dedos decepadas no dia, após ser pressionado por outras crianças dentro do banheiro da Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, Portugal, mesmo após a mãe ter avisado a escola sobre casos de bullying. As informações são do Fantástico.
A mãe, Nívia Estevam, contou que o filho, matriculado desde setembro, sofria ofensas como “aprender a falar português direito”, além de puxões de cabelo e chutes.
Estevam afirmou que, ao relatar as agressões, o menino ouvia da professora frases como: “não seja mentiroso, você tem que ser um menino bom”.
No dia 05 de novembro, Nívia enviou foto do pescoço roxo do filho à educadora, que respondeu: “Amanhã, vou falar com eles”.
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Agressão e amputação
Cinco dias depois, a criança desceu para merendar quando duas crianças teriam fechado a porta do banheiro para assustá-lo, prendendo sua mão no vão.
A professora informou por telefone que era “um acidente” e “não foi tão grave”.
Após esperar 40 minutos por uma ambulância, Nívia soube da amputação quando um funcionário entregou as pontas dos dedos em uma luva.
O hospital confirmou que o quadro era irreversível.
Escola não comenta
A escola disse ao Fantástico que não dará declarações enquanto o inquérito interno não for concluído.
A advogada da família, Catarina Zuccaro, afirmou que a instituição “falhou grandemente” e que pedirá indenização.
“A partir do momento que ele atravessa aquela porta, ele é, sim, responsabilidade daquela escola”, comentou Zuccaro ao Fantástico.
Com medo, Nívia deixou Cinfães e procura uma nova escola para o filho.
O ministro da Educação de Portugal, Fernando Alexandre, disse que nem tudo “pode ser visto como brincadeira”.
O embaixador do Brasil, Raimundo Carreiro, alertou autoridades portuguesas sobre falhas nas primeiras medidas.











