Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e apontado pela Polícia Federal como seu operador financeiro, discutiu com o ex-dono do Banco Master uma oferta pela rádio Transamérica e um contrato “para comprar o Leo Dias”. A informação foi divulgada pelo Poder360, nesta segunda-feira (12), com base em mensagens extraídas do celular de Vorcaro que mostram tratativas comerciais e referências a movimentações financeiras.
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Segundo as informações, não há evidências de que a operação tenha sido concluída. No entanto, em 18 de julho de 2024, Zettel enviou a Vorcaro uma mensagem sobre um pedido feito por “Flavio” para uma oferta de R$ 60 milhões.
O texto também menciona um “outro contrato para comprar o Leo Dias”, em referência ao jornalista de celebridades Léo Dias e seu portal de notícias de celebridades.
“Flavio me pediu mega urgência para preparar uma oferta de 60MK para a Rádio Transamérica e outro contrato para comprar o Leo Dias”, escreveu Zettel, perguntando, na sequência, se o cunhado tinha conhecimento do assunto.
Como resposta, um minuto depois, Vorcaro escreveu apenas “ok”.
Investigações da Polícia Federal identificaram que o publicitário Thiago Miranda, ex-sócio do jornalista Léo Dias, ofereceu até R$ 2 milhões a influenciadores para que participassem de uma campanha favorável ao Banco Master.
Projeto DV
A iniciativa era chamada de “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro, segundo aponta a reportagem do Portal360 desta segunda.
Em depoimento, Miranda afirmou que conheceu Vorcaro depois que o ex-banqueiro ofereceu R$ 3,5 milhões para comprar o portal de notícias de Léo Dias. Segundo o publicitário, Vorcaro tinha interesse em montar um grupo de mídia.
Depois, Miranda ofereceu serviços de gerenciamento de imagem, incluindo a contratação de influenciadores para defender os interesses do empresário.
Em suas redes sociais, Miranda afirmou, em 7 de julho de 2026, dois dias antes da operação policial, que deixava oficialmente a sociedade do Grupo Léo Dias de Comunicação.
Sua defesa negou qualquer irregularidade, na época, e declarou que Miranda “sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”.
Mais cedo, o Poder 360 também divulgou informações sobre mensagens de Zettel e Vorcaro tratando de um operação de R$ 400 milhões com a rede de academia Bodytech.








