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Vojvoda assume erros, nega crise e banca reação do Santos

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Juan Pablo VojvodaReprodução/YouTube/Santos FC

Após a derrota por 2 a 0 para o São Paulo, o técnico Juan Pablo Vojvoda adotou um discurso de responsabilidade compartilhada e negou qualquer cenário de ruptura interna no Santos, mesmo diante da sequência negativa de resultados no início da temporada.

O treinador reconheceu que o desempenho está abaixo do esperado, mas fez questão de diluir responsabilidades entre todos os setores do clube.

“Não estamos fazendo o começo de ano que pretendíamos. Eu sou responsável, os jogadores são responsáveis, a diretoria é responsável. Aqui estamos todos juntos.”

Vojvoda também reagiu diretamente à ideia de crise ou divisão interna, afastando qualquer leitura de ambiente conturbado nos bastidores.

“Se querem encontrar um clube dividido, não é assim. O clube está unido”.

Sobre o clássico, o técnico admitiu a superioridade do adversário desde o início da partida, mas ponderou que o cenário não pode ser tratado como regra absoluta da temporada.

“Eles foram melhores que a gente desde o primeiro minuto, sim. Mas isso não aconteceu em todos os jogos”.

Mesmo com o momento delicado, Vojvoda afirmou confiar plenamente no elenco e no próprio trabalho, destacando que seu papel é conduzir um processo de evolução com as peças disponíveis.

“Eu me sinto muito capaz. Tenho bons jogadores, entendo a realidade do clube e sou um treinador de processos.”

O argentino também comentou a expulsão de Gabriel Menino ainda no primeiro tempo, reconhecendo o erro do atleta, mas evitando personalizar a derrota.

Segundo ele, o episódio desequilibrou o jogo e facilitou o controle do São Paulo após o intervalo.

Questionado sobre as mudanças táticas, especialmente a utilização de Escobar mais avançado, Vojvoda explicou que a prioridade era evitar um placar mais elástico atuando fora de casa e com um jogador a menos.

As alterações, segundo ele, buscaram dar sustentação defensiva sem expor ainda mais a equipe. Por fim, o treinador falou sobre a situação de Neymar, que segue em transição após cirurgia, e pediu cautela com o retorno. “Precisamos muito dele, como precisamos de todos. Mas ele vem de uma cirurgia, e precisamos respeitar o processo e o momento do atleta.”

Mesmo pressionado pelo resultado e pela tabela, Vojvoda manteve um discurso de comando e blindagem interna.

A mensagem após o clássico foi clara: o Santos vive um momento difícil, mas o treinador assume responsabilidades, banca o elenco e aposta em reação dentro do próprio trabalho.

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