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Vizinhos detalham relação entre coronel e PM que foi morta

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Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro em seu apartamentoDivulgação

Depoimentos ouvidos pela Polícia Civil revelam detalhes da convivência entre a policial militar Gisele e o marido tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da esposa. Testemunhas que moravam no mesmo andar apontam discussões frequentes, comportamento reservado e episódios considerados estranhos no relacionamento.

A advogada Fabiola Diamante Gonçalves, vizinha de porta do casal, afirmou que convivia no mesmo andar desde a mudança deles para o apartamento. No dia do crime, ela e o marido estavam viajando e não presenciaram o ocorrido.

Mesmo assim, relatou que as brigas eram constantes.

Segundo Fabiola, no fim do ano passado, uma discussão chamou atenção. “Ouvi Gisele dizendo que sairia de casa junto com a filha, que retornaria para a casa dos pais”, relatou.

Ela destacou que nunca ouviu agressões físicas, mas os conflitos eram frequentes.

A testemunha também chamou atenção para o comportamento reservado do casal.

Sobre o oficial, acrescentou: “Ele não costumava sequer responder aos cumprimentos”, acrescentou.

Fabiola descreveu ainda um episódio que considerou incomum ao encontrar o casal no elevador.

Segundo ela, o marido teria agido de forma a impedir a visualização da vítima

O marido de Fabiola, Allan El Kadri, confirmou os relatos e trouxe detalhes semelhantes sobre a dinâmica do casal.

Ele também destacou a frequência das discussões:

No dia do crime

A estudante Julle Anne Gonçalves, que mora no mesmo andar, relatou ter ouvido o disparo na manhã do caso.

Segundo ela, o horário ficou marcado pela reação dos cães. “Eles latiram sem parar, e eu olhei o celular porque acordei assustada”, afirmou.

A testemunha também confirmou o histórico de brigas.

Julle também relatou que teve um problema com Geraldo, pois uma vez ele estacionou o carro na sua vaga do prédio, e após ela fazer a multa, ele pediu para que cancelasse. “Ele não pediu desculpas e nem admitiu que estava errado”, finalizou

Atitudes do marido após o disparo

O policial militar Cícero Gecycleiton dos Santos que atendeu a ocorrência, relatou que a vítima ainda estava sendo socorrida quando chegou ao local.

Segundo ele, o tenente-coronel apresentou uma versão inicial do ocorrido.

O agente destacou ainda um comportamento considerado incomum após o fato.

De acordo com o relato, o oficial permaneceu no banheiro por alguns minutos, apesar da recomendação de preservação da cena.

Atendimento médico 

O médico socorrista Maurício Miname, com 19 anos de atuação no Grupo de Resgate, descreveu o estado da vítima ao chegar ao local.

Segundo ele, o quadro era crítico, mas ainda havia atividade cardíaca. Miname afirmou que encontrou o tenente-coronel próximo ao elevador.

A remoção dela para um hospital, segundo ele, foi uma decisão técnica. “A retirada foi definida em consenso médico, já que havia sinais vitais que impediam a constatação de óbito, apesar da gravidade extrema”, afirmou.

Miname também destacou a ausência de elementos relevantes na cena.

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