O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a agentes da Polícia Federal, na manhã deste sábado (22), que utilizou ferro de solda para violar a tornozeleira eletrônica.
No vídeo feito pelos agentes que monitoram o equipamento, o ex-presidente explica o que fez. Assista.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a agentes da Polícia Federal, no cumprimento da sua prisão preventiva, na manhã deste sábado (22), que utilizou ferro de solda para violar a tornozeleira eletrônica.
“Curiosidade”, disse ele, informando que a tentativa de abrir. pic.twitter.com/qXxjZ5oRYX— iG (@iG) November 22, 2025
“Curiosidade”, disse ele, em conversa com a diretora-adjunta do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica, Rita de Cássia, informando que a tentativa de abrir o equipamento ocorreu no final da tarde de sexta-feira (21).
As informações estão em relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto a um vídeo em que o próprio Bolsonaro admite a avaria.
“O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?“, pergunta a policial.
Bolsonaro responde: “Eu meti ferro quente aí. Curiosidade”.
“Que ferro foi, ferro de passar?“, a policial questiona.
“Não, ferro de soldar, de solda”, continua Bolsonaro.
Em seguida, a servidora pergunta se Bolsonaro tentou arrancar a pulseira que prende o equipamento ao tornozelo e ele nega: “Não, não, não. Isso não. Não rompi a pulseira, não”.
O sistema do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) gerou o alerta de violação da tornozeleira às 00h07 deste sábado. Pela manhã, Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal.
Leia mais: Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica, diz decisão de Moraes
“O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Haviam marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case. No momento da análise o monitorado foi questionado acerca do instrumento utilizado. Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o relatório da Seap.
A tornozeleira foi, então, substituída por outro equipamento.
A prisão preventiva e o processo
A prisão preventiva do ex-presidente foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF), após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar, pelas redes sociais, uma vigília de orações próxima à casa onde o pai cumpria prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.
Na decisão, Moraes cita a violação da tornozeleira e diz que a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.
Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente, colocando o processo na reta final.
A defesa do ex-presidente chegou a pedir, nesta sexta-feira, a concessão de prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro, o que foi rejeitado por Moraes neste sábado.
Sobre a prisão preventiva de hoje, a defesa afirma que recorrerá da decisão.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, retirou o sigilo sobre o relatório e o vídeo da Seap e deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro se manifeste sobre a tentativa de violar a tornozeleira.











