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Vídeo: delegada chora ao falar do feminicídio de comandante da GM

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A delegada Michele Meira, Gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública do Espírito SantoReprodução

A delegada Michele Meira, Gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública (SESP) do estado do Espírito Santo, se emocionou, durante coletiva de imprensa, ao falar sobre a morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Pereira, que morreu na madrugada desta segunda-feira (23).

Ela foi assassinada com pelo menos quatro tiros na cabeça, disparados pelo ex-namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Em seguida, o PRF tirou a própria vida.

Em vídeo divulgado pela SESP, Michele, que trabalhou com a vítima dá entrevista, muito emocionada. Acompanhe.

A delegada Michele Meira, gerente de Proteção à Mulher da Segurança Pública do ES, se emocionou em coletiva ao falar sobre a morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Pereira, nesta segunda (23). Ela foi morta pelo ex-namorado, o PRF Diego Oliveira de Souza. pic.twitter.com/LCAW7v4emB

— iG (@iG) March 23, 2026

A coletiva de imprensa foi organizada pela Sesp, por meio da Gerência de Proteção à Mulher (GPM) e do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Espírito Santo.

As autoridades responsáveis pelo caso, entre elas a delegada Michele Meira, falaram sobre a investigação do feminicídio.

“Acho que essa entrevista é a mais difícil que eu já fiz em toda a minha carreira. Um dia triste para nós aqui no estado”, disse a delegada, com a voz embargada.

E prosseguiu: “A gente recebe essa notícia com muita indignação e tristeza. E a gente manifesta os nossos sentimentos aos familiares, aos amigos, aos colegas de trabalho. Eu tive a oportunidade de conviver um pouco com a comandante. Participamos de algumas ações juntas de enfrentamento à violência contra a mulher”, lembrou.

Para a delegada, o caso revela a importância das autoridades  olharem também para as mulheres que trabalham na segurança pública e que podem estar sofrendo violência doméstica caladas.

“Por muitas vezes essas mulheres se sentem envergonhadas, com medo da repercussão nas suas carreiras, e acabam não buscando ajuda”, alertou.

Segundo a Polícia Civil, depois do crime, familiares e testemunhas relataram que Dayse havia terminado recentemente o relacionamento com o policial, que era ciumento e possessivo.

Além disso, a família disse que havia histórico de perseguição e ameaças. No entanto, não havia nenhum registro dessas ocorrências, segundo os policiais.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública colocam o Brasil entre os países com mais feminicídios do mundo.

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