Se Max Verstappen classificou as novas regras como “anti-corrida”, George Russell foi além e citou até Ayrton Senna para defender a mudança para 2026.
Durante os testes, Verstappen afirmou que o carro está parecendo mais com o da Fórmula E do que com um Fórmula 1 tradicional. A principal crítica é a necessidade constante de gerenciar energia.
O incômodo com o “lift and coast”
Em 2026, a unidade de potência será praticamente meio a meio entre combustão e energia elétrica. Se o piloto exagerar no ataque, pode ficar vulnerável enquanto recupera carga.
É aí que entra o chamado lift and coast: tirar o pé antes da curva e deixar o carro rolar para economizar energia. Verstappen nunca escondeu que prefere atacar forte na entrada e no meio da curva e já declarou que a Fórmula 1 deveria manter distância da Fórmula E.
A defesa de Russell
77 laps for George this morning. Kimi is back in the W17 for the rest of the day 👏 pic.twitter.com/Yci5MkaBnz
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) February 19, 2026
Russell enxerga de outra forma. Para ele, a gestão de energia é apenas uma nova característica desta geração de carros.
O britânico fez um paralelo com a era turbo dos anos 80. Segundo ele, Senna utilizava pequenas aceleradas no meio da curva para manter o turbo cheio e equilibrar o carro. Ou seja, sempre existiu alguma forma de administrar a performance, apenas muda a tecnologia.
Russell reforçou que os princípios continuam os mesmos: frear o mais tarde possível, levar o carro ao limite e sair da curva o mais rápido possível.
Toda vez que há uma grande mudança de regulamento, como em 2014 ou 2022, surgem críticas. Depois vem a adaptação. E, normalmente, no ano seguinte, ninguém mais fala disso.













