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TSE aprova criação do Missão, partido do MBL

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Renan Santos, fundador do partido, deve ser o candidato da legenda à Presidência Reprodução/redes sociais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta terça-feira (4) o registro do estatuto do partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).

Com a decisão, está oficialmente autorizada a criação da nova legenda, que passa a integrar o grupo de 30 partidos políticos com registro ativo no país.

O Missão passa a ter direito de participar de eleições, receber recursos dos fundos partidário e eleitoral, acessar o tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV, além de garantir exclusividade sobre o nome, número e símbolos da sigla.

A nova legenda usará número 14 nas urnas já nas eleições de 2026.

Leia também: Missão é sondada para se unir ao Centrão nas eleições de 2026

O coordenador do MBL e presidente do partido Missão, Renan Santos, deve ser o candidato da legenda à Presidência da República. Ele e o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil/SP) são cofundadores do MBL.

Para concorrer nas próximas eleições, os partidos precisam ter o estatuto registrado no TSE com pelo menos seis meses de antecedência. O movimento cumpriu as exigências legais.

Seis ministros seguiram voto do relator André Mendonça, que afirmou que sigla cumpriu todos os requisitos necessários para a aprovação do estatuto.

O MBL conseguiu mais de 589 mil assinaturas favoráveis —o número mínimo era 547.042. Além disso, o grupo comprovou a criação de diretórios em nove estados diferentes.

Com o novo registro, o Brasil passa a contar com 30 partidos oficialmente reconhecidos pela Justiça Eleitoral, enquanto outros 24 continuam em processo de formação.

Criado em 2014, o MBL ganhou força em meio aos protestos contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, o movimento puxou manifestações em diferentes capitais pedindo seu impeachment.

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