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Tio de Richthofen: prima do médico pede justiça na herança

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Suzane von Richthofen e Silvia Magnani disputam herança de R$ 5 milhõesReprodução

A disputa judicial pela herança do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio de Suzane e Andreas von Richthofen, encontrado morto em sua residência, na Zona Sul de São Paulo, em janeiro, ganha novos desdobramentos a cada dia.

Na disputa por quase R$ 5 milhões deixados pelo médico estão Suzane e Silvia Magnani, prima de Miguel que tenta o reconhecimento de uma suposta união estável na Justiça.

Foi Silvia quem registrou boletim de ocorrência quando, 11 dias após a morte de Miguel, sua casa foi furtada. Segundo ela, o imóvel foi “saqueado” no dia 20 de janeiro, com a retirada de todos os eletrodomésticos, mobília e o carro da vítima, avaliado em R$ 250 mil.

Logo depois do início das investigações de furto, Suzane admitiu que havia levado o veículo do tio.

Diante da repercussão dos fatos, Silvia Magnani, por meio de nota enviada ao iG, através de suas advogadas, Débora Cristina Vaccari e Marielli Helena Arruda, se manifestou a respeito da disputa judicial.

Sem mencionar o nome de Suzane von Richthofen, com quem disputa a herança na Justiça, ela se diz muita preocupada “diante dos episódios de saques, violações e invasões ocorridos na residência de Miguel Abdalla Netto, seu primo e companheiro de mais de uma década”.

Segundo ela, causa profunda indignação a informação de que houve até troca das fechaduras do imóvel e subtração planejada de um veículo que faz parte do espólio sem qualquer autorização judicial prévia.

Honra da família

Silvia defende a condução do inventário com idoneidade.

“Os fatos reforçam a necessidade de que o inventário seja conduzido por uma pessoa idônea, responsável e comprometida com a legalidade, capaz de proteger o legado de Miguel, resguardar os bens do espólio e preservar a honra da família”, aponta.

Silvia Magnani enfatiza que foi a responsável por todos os trâmites do sepultamento de Miguel, que observou rigorosamente os procedimentos legais, além de colaborar integralmente com as autoridades competentes, prestando todas as informações solicitadas tanto na investigação sobre a morte quanto nos fatos relacionados às invasões no imóvel.

“A família aguarda, com serenidade, o avanço das investigações pelas autoridades policiais”, afirma, acrescentando ter “total confiança no Poder Judiciário para que a condução do inventário e a preservação do patrimônio de Miguel Abdalla Netto ocorram de forma justa e transparente”.

A disputa

Além de imóveis, o médico aposentado deixou aplicações financeiras. O irmão de Marísia von Richthofen, não tinha mais os pais vivos, nem filhos, nem era casado.

Neste caso, na falta de herdeiros diretos, os bens são destinados aos parentes considerados colaterais até o quarto grau. Dentro dessa classe, os irmãos têm preferência.

Como sua única irmã já faleceu, o direito de representação entra em vigor, permitindo que seus filhos ocupem o lugar da mãe na partilha dos bens do tio.

Andreas von Richthofen abriu mão da herança. Já sua irmã Suzane, embora tenha sido excluída da herança de seus pais por indignidade, já que teve participação no homicídio do casal, teria direito à herança do tio.

Foi justamente Miguel quem obteve na Justiça decisão que declarou a sobrinha indigna de herdar os bens da família, avaliados na época em cerca de R$ 10 milhões.

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