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Tenente-coronel acusado de matar PM é denunciado por assédio

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Tenente-coronel é denunciado por mais crimesGisele Alves Santana/Instagram

O tenente-coronel, Geraldo Leite Rosa Neto, 58 anos, acusado de feminicídio da PM, Gisele Alves Santana, agora foi denunciado mais uma vez, dessa vez por assédio sexual a uma policial militar, quando ele ainda era casado com Gisele.

Segundo a denúncia, exibida durante o Fantástico, neste domingo (22), o caso ocorreu no segundo semestre do ano passado. Em depoimento, a policial militar, que não teve a identidade revelada, afirmou que o tenente-coronel tentou beijá-la e que, após recusar as investidas, ela foi transferida de batalhão por vingança.

Ele tentou induzi-la a praticar atividade física sem a vontade própria desta policial, ele a cercou de todas as formas“, diz o advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior.

O caso será analisado pela Corregedoria da Polícia Militar.

Série de acusações

Além da nova denúncia, ele também é acusado de assédio moral contra ao menos quatro policiais mulheres em 2022, quando comandava outra unidade da PM. 

O tenente-coronel não foi punido nesses casos. Já uma outra policial do mesmo batalhão processou o Estado de São Paulo por assédio moral e recebeu indenização de R$ 5 mil.

Além disso, o tenente-coronel é acusado de assassinar a esposa, Gisele Alves Santana, no dia 18 de fevereiro no apartamento em que morava com ele. A também policial militar foi encontrada com um tiro na cabeça, sob inicialmente indício de suícídio. Novas provas, entretanto, mudaram a rota da investigação e segue linha de feminicídio.

O crime

Às 7h28, uma testemunha vizinha ouviu um disparo. O tenente-coronel, que estava no local da ocorrência, acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) às 7h57.

Geraldo disse à polícia que estava no banho no momento do disparo. No entanto, socorristas que chegaram ao local informaram que ele estava seco e que não havia sinais de água no banheiro.

De acordo com os peritos da Polícia Científica de São Paulo, Geraldo teria imobilizado a vítima, agarrando-a pelas costas. Gisele tentou se desvencilhar do ataque. Nesse momento, o suspeito colocou uma arma de fogo próxima à cabeça dela.

O laudo identificou lesões compatíveis com pressão de dedos na parte de baixo do rosto da PM e na lateral direita do pescoço. Também foi encontrada uma marca superficial de unha.

A investigação da morte da soldado Gisele foi alterada de suicídio para feminicídio devido as provas, investigações, testemunhas e inconsistências. 

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