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Taxa de juros: Banco Central reduz Selic para 14,50% ao ano

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Banco Central Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, definiu nesta quarta-feira (29) a nova taxa básica de juros do país, a Selic, com 14,50% ao ano.

A reunião começou com duas cadeiras vazias na diretoria do Banco Central. Os mandatos de Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro, e Paulo Pichetti, diretor de Política Econômica, terminaram no fim de 2025. Até agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não indicou novos nomes ao Congresso.

Além disso, na terça-feira (28), um dia antes da decisão, o Banco Central informou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, também não participaria por causa da morte de um familiar próximo.

Segundo o boletim Focus, que reúne previsões de analistas do mercado financeiro, a maioria dos analistas esperava uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, o que levaria a taxa para 14,5% ao ano. Antes da decisão desta quarta-feira (29), ela estava em 14,75% ao ano.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.

Guerra pressiona a inflação

Na ata da reunião de março, o Copom não deixou claro se continuaria cortando os juros. O Banco Central informou que os próximos passos serão definidos aos poucos, conforme surgirem novas informações sobre a economia.

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, subiu 0,89% em abril. Os principais responsáveis pela alta foram os combustíveis e os alimentos. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,37%, acima dos 3,9% registrados em março.

Segundo o boletim Focus, a expectativa para a inflação em 2026 subiu para 4,86% por causa do conflito no Oriente Médio. Esse número está acima do limite da meta do governo, que é de 4,5%. A meta principal é de 3%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

O que é a Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia. Ela serve de referência para empréstimos, financiamentos e outras formas de crédito.

Na prática, ela é a média dos juros cobrados em negociações de títulos públicos feitas entre bancos e outras instituições financeiras.

O Banco Central usa a Selic para tentar controlar a inflação. Quando os juros sobem, pegar dinheiro emprestado fica mais caro, as pessoas tendem a consumir menos e a inflação pode cair. Quando os juros caem, empréstimos e financiamentos ficam mais baratos, o consumo pode aumentar e a economia pode ganhar força. 

Mesmo assim, os bancos também levam em conta outros fatores na hora de definir os juros cobrados do consumidor, como risco de calote, custos de operação e lucro.

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