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Senado aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e UE

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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativaMarcos Oliveira/Agência Senado

O Senado aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (4), o projeto de decreto legislativo que promulga o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Com a aprovação de regime de urgência, o projeto foi analisado diretamente pelo plenário, sem passar pela Comissão de Relações Exteriores (CRE), que cancelou a reunião deliberativa.

O objetivo foi acelerar a apreciação da proposta, que formaliza a confirmação, pelo Congresso Nacional, do acordo comercial.

Como ocorre com todos os atos internacionais, o texto negociado pelo Poder Executivo não pode ser alterado pelos parlamentares — cabe ao Legislativo aprovar ou rejeitar integralmente o conteúdo.

A relatora da matéria em Plenário foi a senadora Tereza Cristina (PP).

“Este é um acordo de estado e não de governo. Todos tiveram sua colaboração e quero elogiar o empenho de todos, nesses últimos 26 anos”, declarou ela.

Próximos passos

Como já foi aprovado na Câmara no último dia 25 de fevereiro, após a apreciação de hoje no Senado, o acordo será promulgado, sem a necessidade de sanção presidencial.

No restante do bloco, a parceria já foi internalizada na semana passada no Uruguai e na Argentina. Nesta terça-feira, foi à apreciação também no Senado do Paraguai.

Na semana passada, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o bloco iniciará a aplicação provisória do tratado com os países do Mercosul que já ratificaram o acordo.

“O acordo só entrará em aplicação provisória com aqueles países do Mercosul que o ratificaram e com os quais a Comissão tiver trocado as notificações formais”, afirmou.

O acordo

Assinado em 17 de janeiro, em Assunção, o tratado estabelece a redução gradual das tarifas comerciais entre os blocos, com prazos médios de até 18 anos, podendo chegar a 30 anos em alguns casos.

Mais de 90% do comércio bilateral terá eliminação ou redução de impostos de importação.

Essa abertura permitirá a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com um total de 32 países, uma soma populacional de 718 milhões de habitantes e um PIB acumulado de US$ 22 trilhões.

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